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Bovespa sobe com NY e menor queda de Petrobras

Por Sueli Campo São Paulo - A Bovespa seguiu de perto a oscilação do mercado acionário norte-americano, invertendo a direção no começo da tarde para, nos minutos finais de pregão, buscar de novo os 68 mil pontos, fechando com valorização de 0,61%, aos 68.106,85 pontos. O Ibovespa pegou carona na melhora de humor em Wall […]

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Da Redação

Publicado em 15 de setembro de 2010 às 14h51.

Por Sueli Campo

São Paulo - A Bovespa seguiu de perto a oscilação do mercado acionário norte-americano, invertendo a direção no começo da tarde para, nos minutos finais de pregão, buscar de novo os 68 mil pontos, fechando com valorização de 0,61%, aos 68.106,85 pontos. O Ibovespa pegou carona na melhora de humor em Wall Street, com os investidores assimilando os dados econômicos desapontadores divulgados pela manhã. A redução no ritmo de queda das ações de Petrobras também abriu espaço para a Bolsa respirar. Depois do massacre da véspera, quando a preferencial desabou 5,12%, a perda nesta quarta-feira foi de 1,49%, cotada a R$ 26,45. Petrobras ON cedeu 0,53%, a R$ 29,98.

Segundo fontes ouvidas pela Agência Estado, investidores querem derrubar os preços das ações preferenciais ao patamar de R$ 23, o que representa um desconto de 14,3% em relação à cotação final de ontem. Com base no fechamento das ações ontem, a operação pode movimentar R$ 108 bilhões, mas pode chegar a R$ 124 bilhões, caso sejam colocados os lotes adicional e suplementar.

"Petrobras está amarrando grande parte dos negócios da Bolsa", disse uma fonte, destacando que muito investidores querem fazer caixa para a oferta pública na próxima semana. Hoje, os negócios com ações preferenciais da estatal superaram novamente a cifra de R$ 1 bilhão, puxando o volume total da Bolsa para R$ 6,237 bilhões.

Já Vale PNA não repetiu o volume negociado da véspera, voltando às médias diárias, com movimento de R$ 517,7 milhões, em alta de 0,57%. A ON subiu 0,59%. O desempenho de Vale destoou do mercado de commodities, onde os preços dos metais foram pressionados pelos números sobre a economia norte-americana que mantiveram no ar as dúvidas de sempre sobre o ritmo de recuperação da atividade.

Além disso, os preços dos metais também sofreram com rumores de que a China pretende adotar medidas para conter a expansão do mercado de imóveis e propriedades. O cobre para entrega em três meses cedeu 0,45%. O petróleo fechou em baixa de 1,02%, cotado a US$ 76,02 em Nova York.

Mas as bolsas em Nova York conseguiram se recuperar das perdas iniciais do dia. O índice Dow Jones subiu 0,44%; o S&P 500 avançou 0,35% e o Nasdaq 0,50%. O mercado de ações aqui e nos EUA abriu sob o impacto negativo do índice de atividade industrial em NY, que caiu ao menor nível desde julho de 2009. O índice Empire State caiu a 4,14 em setembro, ante 7,1 em agosto e abaixo da previsão de 7,0. A alta menor do que o esperado da produção industrial norte-americana em agosto (+0,2% ante estimativa de +0,3%) também chamou vendas mais cedo.

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