Patrocinado por:
(Greg Baker/AFP)
Redatora
Publicado em 18 de março de 2026 às 17h01.
Última atualização em 20 de março de 2026 às 09h54.
O Google decidiu colocar o Brasil no centro de sua nova estratégia para fortalecer o ecossistema de inteligência artificial na América Latina.
O movimento foi anunciado pelo Google Campus, braço da companhia voltado ao desenvolvimento de startups, que apresentou novos programas direcionados a empresas que usam IA como base de seus produtos e serviços.
A iniciativa revela como o país passou a ser visto não apenas como mercado consumidor de tecnologia, mas como terreno fértil para criação, teste e escala de soluções baseadas em inteligência artificial.
Ao priorizar startups AI-First, o Google sinaliza que enxerga no Brasil um ambiente maduro para o avanço da inteligência artificial. Segundo Maurício Martiniano, head do Google Campus, três fatores ajudam a explicar esse potencial. O primeiro é o comportamento do consumidor brasileiro, descrito como mais aberto à adoção de novas tecnologias.
O segundo é a expansão do próprio ecossistema de inovação. De acordo com o executivo, o número de startups voltadas à inteligência artificial no país triplicou nos últimos dez anos. O terceiro vetor está no capital. O interesse de investidores e fundos de venture capital em negócios ligados à IA reforça a percepção de que o mercado brasileiro vive um momento especialmente favorável.
Essa combinação ajuda a explicar por que o Brasil aparece cada vez mais como peça estratégica na nova economia da inteligência artificial. Em um cenário global em que empresas disputam espaço para desenvolver aplicações, atrair talentos e consolidar plataformas, ter um país com rápida adoção tecnológica, base empreendedora crescente e apetite de investimento se torna uma vantagem competitiva relevante.
A estratégia apresentada pelo Google Campus prevê programas e iniciativas voltados a startups conectadas ao ecossistema da empresa, com prioridade para aquelas que já nascem com a inteligência artificial no centro de sua proposta de valor. Na prática, isso significa apoiar negócios cuja tecnologia não é acessória, mas estrutural.
O plano ganha ainda mais peso porque será implementado junto à reabertura do Google Campus, que deve funcionar em um espaço anexo ao futuro Centro de Engenharia do Google em São Paulo.
A retomada das atividades também virá acompanhada de nova liderança e de uma estratégia atualizada para acelerar startups focadas em IA. Mais do que oferecer suporte pontual, a proposta é reforçar a conexão entre startups, investidores e grandes empresas, ampliando o papel do Campus como polo de desenvolvimento tecnológico e empreendedor.