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Bolsa do Peru desaba 7% com virada em eleição presidencial

Resultados parciais avançados mostram candidato de esquerda, Pedro Castillo, ligeiramente à frente da representante de direita, Keiko Fujimori; sol peruano também se desvaloriza

Moeda peruana, Sol, recuou para uma baixa recorde | Bloomberg (Bloomberg/Bloomberg)

Moeda peruana, Sol, recuou para uma baixa recorde | Bloomberg (Bloomberg/Bloomberg)

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Da Redação

7 de junho de 2021, 17h32

O mercado peruano enfrenta um dia de queda nesta segunda-feira, 7, com os resultados parciais da eleição presidencial realizada na véspera: o candidato esquerdista Pedro Castillo, está à frente da direitista Keiko Fujimori. O Índice Geral S&P/BVL Peru, o mais representativo da Bolsa deLima, caía mais de 7% por volta às 16h50.

Com 93,3% dos votos apurados, Castillo tinha 50,2% do total válido, contra 49,8% de Fujimori, que chegou a liderar com vantagem de seis pontos percentuais no início da contagem.

Houve também efeitos no câmbio, com a moeda peruana com baixa recorde. O Sol peruano enfraqueceu 2,5%, sendo negociado a 3,938 por dólar, enquanto o rendimento dos títulos em dólar de 10 anos do Peru subiu 21 pontos-base para 2,87%. Os swaps de inadimplência de cinco anos tiveram o maior aumento em um ano.

“Independentemente de quem ganhar, haverá movimentos descomunais em ativos peruanos e os investidores não querem ser pegos do lado errado”, disse Brendan McKenna, estrategista de câmbio da Wells Fargo em Nova York, em entrevista à Bloomberg.

Representando o establishment político e a continuidade do projeto neoliberal de seu pai, o ex-ditador Alberto Fujimori, Keiko chegou ao segundo turno apesar de ser acusada de lavagem de dinheiro e ver seu partido envolvido com o escândalo da Lava Jato peruana. 

Já Castillo, professor primário e ativista, liderou o primeiro turno representando a extrema esquerda e prometendo políticas marxistas e leninistas.

*Com Bloomberg