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ARX reduz risco em commodities e mira educação e consumo

A ARX diminuiu a exposição em commodities e aumentou o risco em empresas de consumo, pesando o cenário externo e as surpresas positivas vistas recentemente na atividade brasileira

ARX: à medida que o cenário de vitória de Lula foi se desenhando nas últimas semanas, a gestora enxugou posições em estatais e começou a se expor em educação. (Germano Lüders/Exame)

ARX: à medida que o cenário de vitória de Lula foi se desenhando nas últimas semanas, a gestora enxugou posições em estatais e começou a se expor em educação. (Germano Lüders/Exame)

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Bloomberg

Publicado em 9 de novembro de 2022, 15h38.

A ARX vem ajustando seu portfólio de R$ 35,8 bilhões nos últimos 40 dias de forma a equilibrar um cenário externo difícil e a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva que se desenhava no horizonte e acabou por se confirmar no último dia 30 de outubro, diz o diretor-executivo da gestora, Rogério Poppe, em entrevista.

Segundo ele, a ARX diminuiu a exposição em commodities e aumentou o risco em empresas de consumo, pesando o cenário externo e as surpresas positivas vistas recentemente na atividade brasileira, com previsões mais otimistas.

“Acreditamos que, com o final do processo eleitoral, dada essa revisão de crescimento para Brasil, abre-se espaço para recuperação do setor de consumo. Já vinha acontecendo nas últimas três semanas e deve continuar”, diz ele, ao explicar que o setor é a maior posição da gestora atualmente.

À medida que o cenário de vitória de Lula foi se desenhando nas últimas semanas, a gestora enxugou posições em estatais e começou a se expor em educação.

Ele afirma ainda que a decisão de “manter uma posição grande” em educacionais ocorre em razão da perspectiva de políticas públicas direcionadas ao setor, sobretudo a retomada do programa de financiamento estudantil Fies.

O gestor diz que, além dos nomes para a equipe econômica de Lula e decisões de política fiscal, o mercado aguarda o anúncio de políticas econômicas e retomada de programas sociais que impactam setores específicos, como PAC e Minha Casa, Minha Vida - todos intimamente ligados a antigos governos petistas.