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Apple bate recorde de vendas de iPhone e lucro chega a US$ 42 bilhões

Números vieram acima das expectativas, mas ações tiveram reação tímida no after market

Apple: iPhone 17 impulsiona liderança da empresa no mercado global (Cheng Xin/Getty Images)

Apple: iPhone 17 impulsiona liderança da empresa no mercado global (Cheng Xin/Getty Images)

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 29 de janeiro de 2026 às 18h45.

Última atualização em 29 de janeiro de 2026 às 18h57.

A Apple abriu o primeiro trimestre fiscal com um salto no lucro e uma performance acima das expectativas de Wall Street, puxada por vendas recordes de iPhones no período mais importante do ano para a companhia.

A empresa registrou lucro líquido de US$ 42,1 bilhões, alta em relação aos US$ 36,33 bilhões apurados um ano antes. O lucro por ação (EPS) ficou em US$ 2,84, superando com folga a estimativa média de US$ 2,67 do mercado. No mesmo trimestre do ano anterior, o EPS havia sido de US$ 2,40.

A receita totalizou US$ 143,76 bilhões, crescimento de 16% na comparação anual e também acima da projeção dos analistas, que esperavam US$ 138,48 bilhões. A margem bruta avançou para 48,2%, ante 47,5% estimados.

iPhone bate recorde e lidera crescimento

O grande destaque do balanço foi o iPhone, cuja receita alcançou US$ 85,27 bilhões, um avanço de 23% em base anual e muito acima dos US$ 78,65 bilhões esperados por Wall Street. Segundo a companhia, o desempenho foi impulsionado pela forte demanda pelos modelos iPhone 17, lançados em setembro.

“A demanda por iPhone foi simplesmente impressionante”, afirmou Tim Cook, em entrevista à CNBC.

O resultado marca uma reversão relevante em relação ao trimestre de fim de ano anterior, quando as vendas do principal produto da Apple haviam apresentado leve queda.

Cook destacou ainda que a base ativa de dispositivos da companhia — que inclui iPhones, Macs e outros produtos — chegou a 2,5 bilhões de unidades em uso, acima dos 2,35 bilhões divulgados em janeiro do ano passado. O número é acompanhado de perto pelo mercado por indicar o potencial de crescimento do negócio de serviços.

China acelera com força

A Apple também reportou um desempenho especialmente forte na China, incluindo Taiwan e Hong Kong. As vendas na região cresceram 38%, para US$ 25,53 bilhões, impulsionadas principalmente pelo iPhone.

“Estabelecemos um recorde histórico de atualizações na China continental e vimos crescimento de dois dígitos entre consumidores que migraram de outras marcas”, disse Cook.

Segundo o executivo, o resultado foi “claramente puxado pelo produto” e superou as expectativas internas da companhia.

Desempenho misto nas demais linhas

Nem todas as divisões, porém, acompanharam o ritmo do iPhone. A receita com Macs somou US$ 8,39 bilhões, abaixo das estimativas e com queda de 7% em relação ao ano anterior, apesar do lançamento do MacBook Pro com chip M4 em novembro.

O iPad teve desempenho melhor: as vendas cresceram 6%, para US$ 8,6 bilhões, superando as projeções. Segundo Cook, cerca de metade dos compradores do tablet no trimestre nunca havia tido um iPad.

Já a divisão de Wearables, Home e Acessórios — que inclui Apple Watch, AirPods e Vision Pro — faturou US$ 11,49 bilhões, queda anual de 2% e abaixo do esperado pelo mercado.

O negócio de Serviços avançou 14% na comparação anual, alcançando US$ 30,01 bilhões. A empresa destacou o crescimento da audiência do Apple TV, que subiu 36% em dezembro, além da contribuição de assinaturas, publicidade e garantias.

As ações reagiram de forma tímida ao balanço, com alta de 0,8%.

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