China: vendas da Apple no primeiro trimestre fiscal totalizaram US$ 25,5 bilhões no país (SOPA Images / Colaborador/Getty Images)
Repórter de Mercados
Publicado em 30 de janeiro de 2026 às 08h39.
Última atualização em 30 de janeiro de 2026 às 08h41.
As vendas da Apple na China cresceram 38% no primeiro trimestre fiscal de 2026, totalizando US$ 25,5 bilhões e superando com a estimativa de analistas, que esperavam US$ 21 bilhões. O desempenho reforça a importância estratégica do maior mercado de smartphones do mundo para a companhia, em um momento de pressão crescente da concorrência local.
A região da “Grande China” — que inclui China continental, Taiwan e Hong Kong — representou cerca de 18% da receita total da Apple, de US$ 143,8 bilhões. O resultado foi impulsionado principalmente pela demanda do iPhone 17, que atingiu um recorde histórico de vendas por lá.
“Estabelecemos um recorde histórico de atualizações na China continental e vimos crescimento de dois dígitos entre consumidores que migraram de outras marcas”, disse Tim Cook, CEO da Apple.
A recuperação acontece após anos de queda nas vendas locais, reflexo da intensificação das tensões geopolíticas e da retomada da Huawei no mercado doméstico em 2024.
O salto agora afasta, ao menos temporariamente, o risco de uma erosão acelerada da participação da Apple no país. Cook destacou a performance como um sinal positivo para 2026, mesmo diante de riscos como tarifas, regulação e gargalos logísticos.
A Apple registrou lucro líquido de US$ 42,1 bilhões no trimestre encerrado em dezembro, avanço de 16% em relação ao mesmo período do ano anterior. O lucro por ação (EPS) foi de US$ 2,84, bem acima da estimativa de US$ 2,67. A receita total, de US$ 143,76 bilhões, também superou as expectativas e representa um crescimento anual de 16%.
O principal motor do trimestre foi o iPhone, com receita de US$ 85,27 bilhões — alta de 23% ano a ano. A marca é a maior já registrada para o produto.
A base ativa de dispositivos da Apple alcançou 2,5 bilhões de unidades, frente aos 2,35 bilhões do ano anterior. O dado é monitorado de perto por analistas por indicar o potencial do negócio de serviços da empresa.
Outras linhas tiveram desempenho misto:
Macs: US$ 8,39 bilhões em receita, queda de 7% e abaixo das estimativas, mesmo após o lançamento do MacBook Pro com chip M4.
iPads: alta de 6%, com US$ 8,6 bilhões em vendas, superando as projeções. Metade dos compradores nunca havia tido um iPad.
Wearables, Home e Acessórios: US$ 11,49 bilhões, queda de 2% e abaixo das expectativas.
Serviços: crescimento de 14%, para US$ 30,01 bilhões, com destaque para Apple TV, assinaturas e publicidade.
Apesar do resultado positivo, as ações da Apple reagiram de forma tímida e encerraram o dia com alta de apenas 0,8%.