Avião da GOL | Foto: Array/ Reprodução (Array/Reprodução)
Da Redação
Publicado em 12 de julho de 2021 às 09h01.
Última atualização em 16 de julho de 2021 às 13h50.
Preocupações sobre os efeitos econômicos da variante Delta do coronavírus têm ditado o ritmo das bolsas de valores nos últimos pregões. Esta, porém, não deve ser a maior ameaça para as ações de companhias aéreas, dependentes de uma maior mobilidade social. Isso é o que afirma Bruno Lima, analista-chefe de ações do BTG Pactual Digital.
“No curto prazo, o tema traz um pouco de volatilidade. Mas muito mais pelo fato de o mercado estar próximo das máximas. Não vemos um efeito negativo para o médio e longo prazo. Tem ativos interessantes no setor”, disse Lima na Abertura de Mercado desta segunda-feira, 12.
Presente na carteira de recomendações do BTG Pactual Digital, as ações da GOL (GOLL4) acumulam perdas de 8% no ano. A queda, porém, deve ser vista como uma oportunidade de compra, na visão do analista, que vê preço-alvo de 31,49 reais para o papel. Ou seja, os papéis ainda podem subir 43%, considerando a cotação de fechamento do último pregão, de 22,02 reais.
“Os pontos de atenção são a alta do preço do petróleo, que pressiona as margens devido aos maiores gastos com querosene de aviação [combustível] e a variação do dólar. Mas dada a demanda reprimida de turismo, não há razão para deixar de acreditar na retomada. Temos uma cabeça positiva para as companhias aéreas”, comentou.