Mercados

À espera do Fed, investidor embolsa lucro e Ibovespa cai

De acordo com dados preliminares, índice caiu 2,07%, aos 50.507 pontos, com giro financeiro de R$ 7,07 bilhões


	Pregão da Bovespa: índice da bolsa de São Paulo fechou em queda após uma sequência de nove altas seguidas
 (Marcel Salim/EXAME.com)

Pregão da Bovespa: índice da bolsa de São Paulo fechou em queda após uma sequência de nove altas seguidas (Marcel Salim/EXAME.com)

DR

Da Redação

Publicado em 20 de agosto de 2013 às 17h38.

São Paulo - Temendo que a autoridade monetária norte-americana sinalize menor incentivo à economia do país, investidores da Bovespa preferiram embolsar ganhos, pondo fim a uma sequência de nove altas seguidas.

De acordo com dados preliminares, o Ibovespa caiu 2,07 por cento, aos 50.507 pontos. O giro financeiro da sessão foi de 7,07 bilhões de reais.

"Todo mundo está esperando pelo Fed", disse o operador de renda variável Luiz Roberto Monteiro, da Renascença, referindo-se à ata da reunião do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, que será divulgada na quarta-feira e poderá sinalizar possível retirada de estímulos à economia norte-americana.

Com isso, ações que lideraram os ganhos recentes do Ibovespa, como as do setor siderúrgico, eram as que mais pressionavam o índice, com destaque para Usiminas.

O setor siderúrgico do país reduziu nesta terça-feira suas estimativas de desempenho em 2013, zerando a expectativa de crescimento na produção de aço bruto ante 2012 e ampliando projeção de queda nas exportações, apesar do cenário cambial mais favorável a vendas externas.

Dentre os poucos papéis que fecharam o dia no azul, Gol foi uma delas, após a companhia ter anunciado na véspera que teve em julho uma alta anual de 28 por cento do yield, o valor médio pago por passageiro por quilômetro voado, enquanto a receita por assento ofertado (Prask) atingiu o maior patamar dos últimos dois anos.

Acompanhe tudo sobre:B3bolsas-de-valoresIbovespaMercado financeiro

Mais de Mercados

Ibovespa acompanha NY e firma queda com pressão de Petrobras e bancos

'Miramos 15% de retorno em 2026', diz CFO do Banco do Brasil sobre rentabilidade

Banco do Brasil deve enfrentar 2026 desafiador, admite Tarciana Medeiros

Por que ações do Banco do Brasil sobem mesmo com queda de 40% no lucro