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Como usar o Tesouro Educa+ para guardar dinheiro para a faculdade dos filhos?

Título público permite planejar o futuro educacional com segurança e rentabilidade atrelada à inflação; veja simulações

Começar os aportes cedo no Tesouro Educa+ reduz o valor necessário por mês e facilita o planejamento financeiro, tornando o investimento mais acessível e eficiente (Thinkstock/Thinkstock)

Começar os aportes cedo no Tesouro Educa+ reduz o valor necessário por mês e facilita o planejamento financeiro, tornando o investimento mais acessível e eficiente (Thinkstock/Thinkstock)

Publicado em 19 de março de 2025 às 17h28.

Planejar o futuro educacional dos filhos é uma preocupação constante para muitas famílias brasileiras. Com os custos das mensalidades de faculdades em constante aumento, encontrar formas de poupar de maneira eficiente se torna essencial. O Tesouro Educa+, título público lançado pelo Tesouro Nacional, surge como uma alternativa para quem deseja acumular recursos destinados à educação dos filhos. Mas como ele funciona e como utilizá-lo para esse objetivo?

O que é o Tesouro Educa+?

O Tesouro Educa+ é um título público de renda fixa, oferecido pelo Tesouro Direto, criado para ajudar famílias a planejar o pagamento da faculdade dos filhos. Ele tem rentabilidade atrelada à inflação (IPCA) acrescida de uma taxa fixa, garantindo que o valor acumulado mantenha o poder de compra ao longo dos anos.

O funcionamento é dividido em duas fases:

  • Período de Acumulação: o investidor faz aportes mensais no título, acumulando recursos para o futuro. É possível investir a partir de R$ 30 por mês, respeitando o limite de R$ 1 milhão por CPF.
  • Período de Conversão: no vencimento do título, o montante acumulado é pago em 60 parcelas mensais ao longo de cinco anos, coincidindo com a duração média de um curso superior.

Simulações de investimento no Tesouro Educa+

Para entender o impacto desse investimento, consideramos um retorno médio de 5% ao ano acima da inflação e simulamos quanto é necessário investir mensalmente para garantir uma renda de R$ 1.000 a R$ 3.000 por mês ao longo da faculdade.

18 anos de antecedência (recém-nascido)

  • Para receber R$ 1.000 mensais: é necessário um aporte mensal de R$ 150 ao longo de 18 anos, totalizando um investimento de R$ 32.400, que resultará em um montante acumulado de R$ 60.000.
  • Para receber R$ 3.000 mil mensais: o aporte necessário sobe para R$ 450 mensais, com um total investido de R$ 97.200 e um valor final de R$ 180.000.

10 anos de antecedência (criança de 8 anos)

  • Para receber R$ 1.000 mensais: é preciso investir R$ 419 por mês durante 10 anos, somando um total de R$ 50.280, que ao final renderá R$ 60.000.
  • Para receber R$ 3.000 mensais: o aporte necessário é de R$ 1.250 mensais, totalizando R$ 150.000 investidos e um montante final de R$ 180.000.

3 anos de antecedência (adolescente de 15 anos)

  • Para receber R$ 1.000 mensais: precisa contribuir com R$ 1.230 por mês, acumulando um total de R$ 44.280, que resultará em R$ 60.000 ao final do período.
  • Para receber R$ 3.000 mensais: o investimento mensal sobe para R$ 4.100, exigindo um total de R$ 147.600 em aportes para alcançar R$ 180.000 ao término do prazo.

Vale a pena?

O Tesouro Educa+ é uma opção vantajosa para quem deseja planejar o pagamento da faculdade com segurança e proteção contra a inflação. Como o título garante um valor corrigido no futuro, ele evita a desvalorização do dinheiro ao longo dos anos. Além disso, permite que famílias com diferentes perfis financeiros iniciem aportes baixos e acumulem recursos de forma disciplinada, tornando o planejamento mais acessível no longo prazo.

Acompanhe tudo sobre:Guia de Investimentos

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