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Redatora
Publicado em 27 de outubro de 2026 às 12h12.
A Saint Paul Escola de Negócios oferece o FIAC, Ferramentas de IA para C-Levels, uma imersão presencial de dois dias voltada a CEOs, diretores, conselheiros, empresários e sucessores de empresas familiares. A proposta é tirar a inteligência artificial da apresentação e colocá-la nas mãos de quem decide, com exercícios feitos sobre problemas reais da operação de cada participante.
A IA generativa chegou às empresas mais rápido do que à agenda da alta liderança. Segundo a pesquisa The State of AI, da McKinsey, apenas 28% das organizações afirmam que o CEO responde diretamente pela governança de IA, e só 17% atribuem essa responsabilidade ao conselho.
A distância tem custo. A mesma consultoria aponta que empresas em que o CEO supervisiona pessoalmente a governança de IA alcançam desempenho superior ao daquelas em que essa responsabilidade fica dispersa ou ausente.
O retorno dos investimentos também preocupa. Relatório do Projeto NANDA, do MIT Media Lab, indica que, apesar de gastos corporativos estimados entre US$ 30 bilhões e US$ 40 bilhões em IA generativa, 95% das organizações não registram retorno mensurável. Para o autor principal do estudo, o problema está menos na qualidade dos modelos e mais na forma como as empresas tentam usá-los.
É nesse ponto que o FIAC se posiciona. A premissa é que só consegue liderar a transformação por IA quem já operou a tecnologia com as próprias mãos.
O conteúdo está dividido em cinco módulos, que vão da visão estratégica à governança:
A metodologia é o que mais distingue o programa. Não há demonstrações para a plateia assistir. Cada executivo trabalha do primeiro ao último exercício com as ferramentas, sempre sobre um problema da própria empresa, e sai da imersão com o trabalho pronto.
Ao longo dos dois dias, os participantes usam as principais plataformas do mercado, entre elas Claude, Gemini, GPT, Grok, Perplexity, DeepSeek e Llama, além de ferramentas de imagem como Leonardo, Ideogram e Nano Banana.
A escolha tem respaldo acadêmico. Experimento da Harvard Business School com a Boston Consulting Group, que acompanhou 758 consultores, mostrou que, em tarefas dentro do alcance da IA, o uso da ferramenta aumentou a velocidade em mais de 25% e a qualidade avaliada em mais de 40%.
O mesmo estudo traz um alerta. Em tarefas fora desse alcance, a IA deixou os profissionais mais rápidos e menos precisos, e os argumentos produzidos com apoio da tecnologia pareciam mais persuasivos mesmo quando a resposta estava errada. Saber onde confiar na ferramenta e onde desconfiar dela é parte central do que o FIAC ensina.
O programa organiza os ganhos em três frentes do dia a dia da liderança. Para decidir, a IA entra em análises de mercado, pesquisas e priorização de alternativas. Para comunicar, em apresentações executivas, comunicação interna e material de conselho. Para planejar, na construção e no teste de cenários antes de comprometer recursos.
Na prática, tarefas recorrentes de análise e elaboração deixam de ocupar dias da semana. O executivo chega às reuniões com cenários já testados e produz o próprio material no padrão que exige da equipe.
Há um ganho menos visível e talvez mais relevante: o critério. Quem já operou a tecnologia consegue avaliar um caso de uso pelo mérito, e não por quem o apresenta, e separa o piloto que vira operação do que vira slide.
A composição da turma é tratada como parte do conteúdo. O FIAC reúne diretores, C-levels, CEOs, empresários, conselheiros e sucessores de empresas familiares, executivos que enfrentam o mesmo tipo de decisão sobre IA.
Por isso, as vagas são limitadas por turma. A troca entre pares de mesmo nível hierárquico é um dos pilares da experiência presencial, que nenhum formato a distância reproduz.
A imersão é liderada por dois nomes que unem pesquisa e prática. Adriano Mussa, reitor da EXAME e da Saint Paul, é pós-doutor pela Universidade Columbia e doutor em Finanças pela USP, além de autor de obras sobre inteligência artificial e o futuro do trabalho.
Marcos Sanches, CTO da EXAME, soma duas décadas de experiência em transformação digital. Foi sócio e COO da LIT e recebeu o título de Executivo de TI do Ano em 2018.
O FIAC se apoia na trajetória da Saint Paul. Fundada em 1998, a escola figurou cinco vezes entre as melhores do mundo em educação executiva no ranking do Financial Times. Em 2024, passou a integrar o grupo EXAME, que reúne a principal publicação de negócios do país e um ecossistema de educação para executivos.
A combinação dá ao programa um diferencial raro no mercado: conteúdo desenhado por uma escola de negócios com reconhecimento internacional e conduzido por executivos que aplicam a tecnologia na operação de uma das maiores empresas de mídia do Brasil.
A IA já mudou o ritmo das empresas. O que o FIAC propõe é que a liderança passe a ditar esse ritmo.