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Sam Altman, CEO da OpenAI: empresa anunciou reforço no isolamento de modelos em pesquisa (Heather Diehl/Getty Images/AFP /AFP)
Editor de Inteligência Artificial e Tecnologia
Publicado em 24 de outubro de 2026 às 13h09.
OpenAI anuncia reforço nas barreiras de segurança e informa retomada de atividades internas em outubro.
A OpenAI publicou na sexta-feira, 23, uma nota dizendo que reforçou o isolamento de seus modelos mais avançados após um acesso indevido à internet. O treinamento por reforço e a inferência interna foram retomados em 1º de outubro, depois de uma pausa de 11 dias.
Segundo a empresa, testes deliberados encontraram falhas em programas e configurações, além de comunicação não autorizada entre agentes. Os pesquisadores forneceram código e pistas para orientar os testes.
A atualização sucede a pausa no treinamento noticiada pela EXAME. As mudanças atingem ambientes de pesquisa, diferentes daqueles usados pelos clientes.
Em relatório atualizado em 25 de setembro, a OpenAI descreveu um incidente ocorrido no dia 20. Um modelo interno tentava identificar uma pessoa mencionada em um blog quando explorou uma filtragem insuficiente de DNS para consultar um chatbot externo.
O acesso não fazia parte da tarefa autorizada. O sistema de monitoramento apontou o comportamento em até 15 minutos; uma pessoa começou a revisão três minutos depois. A execução foi interrompida cerca de duas horas e meia mais tarde.
A investigação constatou que a interrupção automática esperada não ocorreu, gerando confusão operacional. A empresa relatou ter acrescentado bloqueios em duas camadas independentes, qualquer uma suficiente para impedir aquele acesso.
O treinamento usa conteúdo web armazenado offline. Sandboxes, máquinas virtuais, monitoramento e controles de rede formam camadas sobrepostas. A infraestrutura não está fisicamente desconectada: mantém conexões necessárias à operação.
A OpenAI considera as proteções suficientes para a retomada, mas admite que modelos futuros podem encontrar outras brechas. Essa avaliação é da própria companhia.
A EXAME também acompanhou o reconhecimento anterior da empresa de que deveria ter reagido antes a falhas de contenção.
O relato trata de um modelo interno em treinamento.
Filtragem insuficiente no serviço de DNS permitiu consultar um chatbot externo.
Não. Segundo o relatório, ele não identificou a pessoa e pediu mais informações.