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Ele usou IA para se livrar do trabalho braçal da consultoria e agora sobra tempo para clientes (LinkedIn/Divulgação)
Jornalista
Publicado em 26 de outubro de 2026 às 15h42.
Última atualização em 27 de outubro de 2026 às 14h16.
Em depoimento publicado pela Business Insider nesta segunda-feira (26), Rick Nott, diretor-gerente sênior da Angeles Investments, em Santa Monica, contou como usa inteligência artificial para se poupar de trabalho tedioso como consultor de investimentos. Ele relata que ferramentas como o Claude, da Anthropic, ajudaram a conectar sistemas financeiros dispersos e a reduzir o esforço manual com planilhas.
O relato é útil para quem lida com relatórios, consolidações e documentos recorrentes, em qualquer área. Ele mostra onde a tecnologia já economiza tempo e onde o julgamento humano continua necessário.
Nott atende famílias de alto patrimônio, e a rotina incluía reunir dados de várias plataformas, reconciliar informações e transformá-las em relatórios. Segundo a Business Insider, esse esforço manual restringia balanços patrimoniais detalhados a clientes com mais de US$ 100 milhões em ativos.
Ele estimou que uma operação com 30 famílias e cerca de 10 investimentos privados por família pode gerar 3 mil documentos por ano, entre relatórios trimestrais, chamadas de capital, distribuições e avisos fiscais. Chamada de capital é o pedido de um fundo para que o investidor envie o dinheiro já comprometido.
Nott usa modelos de linguagem, sistemas treinados para entender e gerar texto, para automatizar a coleta de dados, a análise de carteiras e a produção de relatórios. Colegas estimam que a produção dele, com apoio da tecnologia, equivale ao trabalho de mais um funcionário em tempo integral.
O consultor descreve a consultoria como uma cadeia que vai dos dados brutos às decisões. No meio, há um trabalho de reunir, formatar, reconciliar e resumir informações, que consumiu parte desproporcional do tempo dos profissionais. Segundo Nott, a IA comprime essa camada.
Nott afirma que a IA não substitui o julgamento humano que sustenta o investimento. À InvestmentNews, disse que decisões sobre dinheiro são, direta ou indiretamente, emocionais e que cálculos melhores nunca foram o principal gargalo dos resultados. Para ele, o ganho da automação é liberar tempo para o relacionamento com clientes.
Ele admite que a vantagem pode ser passageira. Na avaliação de Nott, ferramentas como o Claude para consultores financeiros serão disruptivas, e outros profissionais terão acesso à mesma conectividade que ele construiu.
A Anthropic lançou em setembro conectores do Claude para consultores, que se integram a sistemas da Charles Schwab, da BlackRock e da Vanguard, segundo o site Technology.org. Entre as funções está a revisão de rebalanceamento de carteiras, com rascunho da explicação ao cliente, e a aprovação humana segue necessária.
Tarefas semelhantes existem em finanças, operações, RH e vendas: consolidar planilhas de fontes diferentes, resumir contratos, montar a primeira versão de uma apresentação ou comparar cenários. Conferir os números e decidir o que fazer com eles continua com o profissional. Quem quer aprofundar o tema encontra formações como por exemplo, um MBA online de inteligência artificial voltado a negócios.
O caso de Nott reúne os pontos que orientam a adoção da tecnologia: automação de etapas repetitivas, supervisão humana e tempo redirecionado para decisões e relacionamento. Os conectores da Anthropic seguem a mesma lógica ao exigir aprovação em cada fluxo.