Plataforma ganhou destaque no mercado por oferecer interações mais seguras, éticas e transparentes em comparação a outras IA (NurPhoto/Getty Images)
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Publicado em 6 de janeiro de 2026 às 13h26.
Última atualização em 6 de janeiro de 2026 às 13h43.
Responder perguntas, gerar textos ou sugerir códigos ainda define o funcionamento de grande parte das inteligências artificiais disponíveis ao público. Executar tarefas do início ao fim, no entanto, segue fora do alcance da maioria das ferramentas. Mas não para o Claude Code: desenvolvido pela startup americana Anthropic, o sistema usa a programação para sugerir soluções e realizar ações inteiras diretamente no ambiente digital do usuário.
Criado em 2023 por ex-integrantes da OpenAI, o Claude tem o objetivo de fornecer um sistema de inteligência artificial que siga princípios de segurança, previsibilidade e controle. De início, foi apresentado como um assistente de linguagem — mas evoluiu para um modelo capaz de planejar, executar e aprimorar tarefas digitais de forma autônoma, além de interagir com softwares e navegadores.
A companhia adota o conceito de "IA constitucional", no qual modelos seguem princípios predefinidos para orientar decisões e reduzir riscos como desinformação ou uso indevido. Com isso, prioriza não só a consistência nas respostas, como também limites claros de atuação e proteção de dados, tópicos que centralizam muitas polêmicas em torno do uso das IAs.
Veja, a seguir, os principais pontos que diferenciam o Claude Code de outras IAs disponíveis no mercado e como ele pode facilitar a sua vida.
Em sistemas tradicionais, a IA atua como apoio do usuário. Ela descreve etapas, gera trechos de códigos e analisa os melhores caminhos que os humanos podem executar. O processo no Claude é diferente: a ferramenta vai além do escrever e planejar, pois executa e ajusta o código de forma autônoma, para concluir tarefas digitais completas.
De forma resumida, a programação no Claude não é o produto final, e sim o meio. Na maioria das IAs, o código é o resultado entregue ao usuário — vai caber a ele executar e identificar possíveis "furos" no processo, por exemplo.
É por isso que o Claude consegue realizar atividades como análise de dados, organização de documentos, automação de rotinas administrativas e integração entre plataformas, sem depender da intervenção contínua do usuário.
O Claude Code foi projetado para operar em atividades que exigem múltiplas etapas e um maior tempo de execução. Ele mantém contexto ao longo do processo, revisa resultados intermediários e faz ajustes quando necessário, tudo isso sem demandar a atuação do usuário de forma frequente.
Os chatbots tradicionais, por sua vez, têm interações curtas e fragmentadas, que prolongam os processos e criam a necessidade de atenção constante do usuário.
O uso de extensões do Claude no Chrome possibilita interagir diretamente com interfaces digitais. Isso inclui navegar por sites, verificar agendas, preencher formulários, cruzar informações e executar comandos em ambientes reais. Ou seja: a inteligência artificial sai do campo da orientação para o da ação.
Com essas extensões, os usuários podem, por exemplo, comparar preços de passagens e executar a compra da que é mais adequada para suas necessidades. O modelo também pode acessar agendas, identificar conflitos de horário e ajustar — sozinho — compromissos conforme os critérios definidos anteriormente pelos humanos.
Apesar de ser mais popular entre os programadores, o Claude vai muito além desse público. A ferramenta pode ser usada por profissionais que não têm formação ou experiência em tecnologia, desde que as tarefas sejam executáveis no ambiente digital. Atividades administrativas, financeiras, editoriais e de pesquisa entram nesse escopo, o que amplia o alcance do sistema para analistas, gestores, jornalistas e outros trabalhadores.
O avanço do Claude Code coloca a Anthropic em competição direta com ferramentas de empresas como OpenAI, Microsoft e Google. A principal diferença é o uso: enquanto as outras focam na geração de conteúdo, o Claude avança na execução autônoma de tarefas digitais.
Vale dizer, no entanto, que esse avanço não é linear e ainda conta com alguns desafios. Por exemplo, o Claude ainda apresenta problemas de escalabilidade para grandes volumes de usuários e segurança contra ataques cibernéticos.