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Einstein já sabia? Evento cósmico raro que atingiu a Terra é captado a bilhões de anos-luz

Evento tem origem em um sistema de galáxias; entenda

Albert Einstein: cientista é considerado o mais famoso do mundo (Universal History Archive/Colaborador/Getty Images)

Albert Einstein: cientista é considerado o mais famoso do mundo (Universal History Archive/Colaborador/Getty Images)

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 17 de março de 2026 às 08h37.

Uma teoria formulada por Albert Einstein mais de um século foi essencial para revelar um dos sinais mais intensos registrados no universo. Astrônomos detectaram uma emissão cósmica a cerca de 8 bilhões de anos-luz da Terra, ampliada por um efeito conhecido como lente gravitacional.

A observação foi feita com o radiotelescópio MeerKAT, na África do Sul, por uma equipe internacional ligada à Universidade de Pretória. O fenômeno está entre os mais energéticos registrados desse tipo.

A lente gravitacional ocorre quando a gravidade de uma galáxia entre a Terra e o objeto distante curva o espaço-tempo, amplificando a radiação emitida. Esse efeito permitiu que o sinal chegasse ao planeta com intensidade suficiente para ser detectado.

O evento tem origem em um sistema de galáxias em fusão chamado HATLAS J142935.3-002836. Durante colisões desse tipo, grandes nuvens de gás são comprimidas, o que intensifica a atividade molecular e gera emissões de micro-ondas.

Os cientistas classificam o fenômeno como um megamaser de hidroxila, uma espécie de “laser natural” no espectro de rádio. Esses sinais apresentam brilho extremamente elevado e podem atingir luminosidade milhões ou bilhões de vezes superior à de eventos similares.

Terra é atingida por sinal laser vindo de 8 bilhões de anos-luz

indícios de que o sinal possa pertencer a uma categoria ainda mais rara, chamada gigamaser, caracterizada por emissões ainda mais intensas.

O que a descoberta pode revelar

Os pesquisadores indicam que a combinação entre radiotelescópios e lentes gravitacionais pode permitir a identificação de centenas ou milhares de galáxias em fusão ainda desconhecidas.

Essas interações são fundamentais para entender a evolução do universo. Colisões galácticas moldam estruturas, influenciam a formação de estrelas e alteram a dinâmica dos sistemas ao longo de bilhões de anos.

A Via Láctea, por exemplo, deve colidir com a galáxia de Andrômeda em cerca de 5 bilhões de anos. Apesar das transformações estruturais, a probabilidade de colisões diretas entre estrelas é considerada baixa.

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