Inteligência Artificial

'Não sou mais necessário', diz CEO de empresa de IA após lançamento do GPT-5.3 Codex

Matt Shumer, da HyperWrite AI, diz ter se assustado com as possibilidades lançadas com as ferramentas GPT-5.3 Codex e Opus 4.6

Matt Shumer, da HyperWrite AI: CEO que trabalha com IA diz que tecnologia moderna era impensável há um ano

Matt Shumer, da HyperWrite AI: CEO que trabalha com IA diz que tecnologia moderna era impensável há um ano

Maria Eduarda Cury
Maria Eduarda Cury

Colaboradora

Publicado em 11 de fevereiro de 2026 às 15h00.

Os avanços dos modelos de inteligência artificial, em especial os de uso corporativo, estão surpreendendo até executivos do setor. Matt Shumer, CEO da HyperWriteAI, publicou que a versão GPT-5.3 Codex da OpenAI e a Opus 4.6 da Anthropic o fizeram sentir como se não fosse mais necessário para a parte técnica do próprio trabalho. Ele, que é programador de assistentes de IA, disse ter ficado chocado com o fato de que os prompts agora são o suficiente para transformar códigos em aplicativos reais.

Tanto o GPT-5.3 Codex como o Opus 4.6 foram lançados com a proposta de maior agilidade e uma variedade de tarefas simultâneas, possíveis pela integração dos modelos de IA com aplicativos externos. O foco do novo Codex ainda é profissional, mas capaz de passar por todas as etapas de conversação, testes e análise que envolvem a criação de um código exato e funcional.

Shumer revelou que a versão da OpenAI foi a que mais lhe chocou. "Estava tomando decisões inteligentes. Tinha algo que, pela primeira vez, parecia ser discernimento. Como bom gosto", comentou. Para ele, isso seria "impensável" no ano passado. A maioria das pessoas provavelmente concorda com Shumer, já que os grandes pontos negativos da IA frequentemente apontados são a impessoalidade genérica e as invenções descabidas.

Da tecnologia a todo o resto

Por um tempo, a IA foi destinada a processos de codificação complexos ou trabalhos técnicos que permitiam que a ferramenta não precisasse pensar além do pedido. Agora, com cada vez mais empresas investindo em alternativas de modelos que funcionem em diversas rotinas de trabalho, a situação mudou. Um exemplo é o uso dos modelos na indústria de construção e monitoramento de pessoas, estratégias também aplicadas em fábricas ou escritórios que exigem inteligência de probabilidade.

Os mais recentes modelos estão, inclusive, sendo utilizados para desenvolver melhorias para as futuras versões. Dario Amodei, CEO da Anthropic, chegou a dizer que a própria IA utilizada na Opus é a responsável por escrever a maioria dos códigos utilizados em processos internos da empresa. Ele também comentou a previsão de que mais de 50% dos trabalhos de entrada em ambientes corporativos serão substituídos pela ferramenta em até cinco anos.

"Muitas pessoas se sentem confortáveis com a ideia de que certas coisas são seguras. Que a IA pode lidar com o trabalho pesado, mas não pode substituir o julgamento humano, a criatividade, o pensamento estratégico e a empatia. Eu também costumava dizer isso. Não tenho mais certeza se acredito nisso", comentou Shumer. Jimmy Wales, fundador da Wikipedia, é um dos executivos de destaque que se apoia na ideia da IA como assistente de humanos. Sam Altman, CEO da OpenAI, opinou que "as áreas de saúde, codificação e educação serão as mais transformadas pela IA", mas que a inteligência humana não será substituída pela ferramenta em ascensão. 

O ponto em comum entre todas as declarações, das mais otimistas até as mais negativas, está na necessidade de adaptação mediante as circunstâncias. Diversos executivos da área reforçam a importância de saber lidar com recomeços em um universo corporativo cada vez mais dependente de IA e disposto a cerrar barreiras comerciais para atender à crescente demanda global.

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