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IA como cuidadora de idosos? Como a tecnologia vem ajudando a terceira idade na Coreia do Sul (Magnific/Reprodução)
Jornalista
Publicado em 15 de junho de 2026 às 15h41.
Última atualização em 15 de junho de 2026 às 15h43.
Na Coreia do Sul, bonecas equipadas com inteligência artificial estão redefinindo o conceito de cuidado para a terceira idade. Mais do que simples dispositivos, esses companheiros tecnológicos interagem por voz, lembram horários de medicamentos, sugerem exercícios, reproduzem músicas e respondem a dúvidas cotidianas, funcionando como uma presença constante na rotina de quem vive sozinho.
A iniciativa surge em um momento crítico: o país registra uma das menores taxas de natalidade do mundo e convive com o envelhecimento acelerado de sua população. Diante desse cenário, o governo e o setor privado sul-coreano intensificaram os investimentos em soluções tecnológicas voltadas ao cuidado e à autonomia dos idosos.
Desenvolvidas por empresas locais em parceria com instituições públicas, as bonecas inteligentes já integram programas sociais e projetos-piloto direcionados, sobretudo, a idosos que vivem sem companhia. Além da interação diária, modelos mais avançados monitoram padrões de comportamento e enviam alertas automáticos a familiares ou equipes de assistência quando detectam mudanças na rotina do usuário.
A tecnologia também registra dados sobre hábitos cotidianos, como horários de sono, frequência de interação e atividades realizadas ao longo do dia. Essas informações alimentam equipes de assistência social, ajudando a identificar necessidades emergentes e a ampliar o alcance dos programas de apoio à terceira idade.
O modelo sul-coreano já desperta interesse internacional. O governo estuda exportar tanto a tecnologia quanto a metodologia dos programas sociais para outras nações com perfil demográfico semelhante, como Japão e Alemanha. Segundo projeções oficiais, a expectativa é ampliar o número de unidades distribuídas domesticamente em 40% até 2027, priorizando regiões rurais onde o acesso a serviços de saúde é mais limitado.
Para especialistas em políticas públicas, o caso sul-coreano pode servir de referência para países que ainda buscam soluções escaláveis para o envelhecimento populacional, incluindo o Brasil, que deve ter mais de 30% da sua população acima de 60 anos até 2050.