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Na era da IA, fazer horas extras não vai salvar seu emprego, afirmam especialistas

Trabalhar além do horário virou um hábito para boa parte dos profissionais que buscam se proteger das demissões. Mas especialistas são categóricos: essa estratégia não funciona mais

Na era da IA, fazer horas extras não vai salvar seu emprego, afirmam especialistas (staticnak1983/Getty Images)

Na era da IA, fazer horas extras não vai salvar seu emprego, afirmam especialistas (staticnak1983/Getty Images)

Publicado em 15 de junho de 2026 às 17h02.

Última atualização em 17 de junho de 2026 às 09h53.

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"Segurança no emprego não é mais algo garantido." A frase é de Kalifa Oliver, autora e estrategista de experiência do colaborador, e resume um consenso crescente entre especialistas em carreira: na era da inteligência artificial, a dedicação irrestrita ao trabalho deixou de ser um diferencial — e os dados confirmam.

Por que as horas extras perderam o valor

O relatório Global Talent Trends 2026 da consultoria Mercer ouviu mais de 800 executivos de alto escalão ao redor do mundo. O resultado é direto: 99% deles esperam reduzir seus quadros em até 20% nos próximos dois anos, impulsionados pela adoção crescente da inteligência artificial nos fluxos de trabalho.

O movimento já chegou às demissões em massa. A Meta dispensou cerca de 8.000 funcionários em maio deste ano e o próprio Mark Zuckerberg reconheceu, em comunicado interno, que "o sucesso não é algo dado" no espaço da inteligência artificial, sinalizando que nem as maiores empresas do setor estão imunes à pressão por cortes.

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Estratégia vale mais que esforço

O problema não é só o risco de demissão. O excesso de trabalho compromete quem permanece. Funcionários sobrecarregados ficam exaustos demais para identificar erros, inovar ou contribuir com eficácia, o que prejudica tanto o profissional quanto os resultados da empresa.

Para especialistas, a resposta não está em trabalhar mais, mas em trabalhar melhor. Isso significa revisar prioridades, identificar onde o tempo gera mais valor e investir no desenvolvimento de habilidades que a automação ainda não consegue replicar.

O Brasil também sente o impacto

O fenômeno não se limita aos grandes pólos tecnológicos globais. No Brasil, a inteligência artificial deixou de ser promessa e já começa a mudar o mercado de trabalho de forma concreta com relatórios apontando a automação de tarefas como elemento central nas decisões de corte de pessoal.

A mudança também redefine o perfil de quem é contratado. A demanda por profissionais generalistas recua, enquanto cresce a busca por especialistas capazes de desenvolver, treinar e supervisionar sistemas inteligentes.

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