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"Human Reserved": o plano de Bill Gates para proteger empregos da inteligência artificial

Bill Gates defende taxar o uso da inteligência artificial e criar empregos protegidos da automação para conter o impacto sobre trabalhadores no mundo todo

"Human Reserved": o plano de Bill Gates para proteger empregos da inteligência artificial  (Divulgação)

"Human Reserved": o plano de Bill Gates para proteger empregos da inteligência artificial (Divulgação)

Publicado em 26 de agosto de 2026 às 11h34.

Última atualização em 26 de agosto de 2026 às 14h36.

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Bill Gates publicou nesta quarta-feira, 26, um ensaio de cerca de seis mil palavras sobre os riscos da inteligência artificial para o mercado de trabalho. O cofundador da Microsoft defende que certos empregos sejam deliberadamente reservados para humanos, mesmo quando máquinas já forem capazes de executá-los.

No texto publicado em seu site pessoal, Gates afirma que os governos não estão preparados para a velocidade das mudanças trazidas pela inteligência artificial. Ele pede coordenação internacional, incluindo diálogo com a China, para lidar com os impactos da tecnologia sobre emprego, educação e segurança.

Quem quer se antecipar a essas mudanças pode contar com o Pré-MBA em Inteligência Artificial da Saint Paul e da EXAME, com quatro aulas práticas, 100% online, por R$ 37.

O conceito de "Human Reserved"

Gates batizou sua proposta de "Human Reserved", numa referência às reservas naturais. A ideia é simples: assim como a sociedade escolhe não construir em certas áreas mesmo podendo fazê-lo, ela também poderia optar por manter algumas funções nas mãos de pessoas.

O bilionário cita cuidado infantil e atuação em júris como atividades mais adequadas a humanos. Em saúde e educação, ele defende um modelo misto, em que profissionais usam ferramentas de IA para ampliar seu trabalho, sem serem substituídos por completo.

  • Funções protegidas de forma permanente, como parte do cuidado com crianças
  • Proteções temporárias para trabalhadores que não conseguem migrar de carreira com facilidade
  • Áreas híbridas, em que humanos seguem no comando e usam IA como apoio

Por que o alerta ganha peso agora

O ensaio chega em meio a números concretos sobre desligamentos ligados à automação. Segundo a consultoria Challenger, Gray & Christmas, empresas citaram a inteligência artificial como motivo em mais de 184 mil cortes de vagas desde 2023.

Somente em julho, a IA foi apontada como causa em cerca de 11 mil demissões, um terço dos cortes do mês. Em 2026, o total já soma mais de 112 mil vagas, perto de um quarto de todos os desligamentos registrados no período.

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As profissões que devem resistir por mais tempo na era da IA

Em falas recentes, Gates tem citado biologia, energia e programação como áreas menos expostas à automação no curto prazo. Segundo ele, essas funções combinam conhecimento técnico, criatividade e capacidade de adaptação a contextos novos.

Isso não significa imunidade total. Tarefas repetitivas e previsíveis, como parte do trabalho administrativo, tendem a ser automatizadas primeiro, enquanto pesquisa, julgamento complexo e contato humano direto resistem por mais tempo.

O que profissionais podem fazer agora

Diante desse cenário, especialistas em carreira costumam recomendar algumas posturas para quem quer se manter relevante:

  • Desenvolver julgamento crítico e decisão em contextos ambíguos
  • Investir em comunicação e relação humana, difíceis de automatizar
  • Aprender a usar ferramentas de IA no dia a dia, em vez de evitá-las
  • Buscar formação contínua em áreas técnicas com baixa exposição à automação
  • Acompanhar debates sobre regulação, que podem redesenhar setores inteiros

Impacto ainda em construção

O próprio Gates reconhece que ainda não existe um modelo pronto para o "Human Reserved". Quem decide quais funções proteger e como equilibrar regras entre países com posições diferentes sobre automação são pontos em aberto.

Gates também propõe taxar o uso de IA e de robôs, para reduzir o incentivo econômico que hoje leva empresas a substituir pessoas por máquinas. A discussão deve avançar nos próximos meses, conforme governos e empresas buscam equilibrar produtividade e manutenção de empregos.

Para sair na frente nessa transição, o Pré-MBA em Inteligência Artificial da Saint Paul e da EXAME oferece quatro aulas práticas, 100% online, por R$ 37.

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