Inteligência Artificial

Ele largou um emprego como advogado junior e criou a Harvey, startup que agora vale US$ 8 bilhões

Fundada por um ex-advogado júnior, empresa de IA jurídica já triplicou sua receita anual e atraiu US$ 760 milhões em investimentos

Publicado em 5 de dezembro de 2025 às 10h09.

Última atualização em 5 de dezembro de 2025 às 16h17.

A Harvey, startup de inteligência artificial focada no setor jurídico, levantou US$ 160 milhões em uma nova rodada de investimentos, elevando sua avaliação para US$ 8 bilhões. Desde fevereiro, a empresa mais que dobrou sua avaliação e, só neste ano, já captou aproximadamente US$ 760 milhões.

Além do aporte, a Harvey planeja permitir que alguns de seus funcionários vendam ações da empresa, capitalizando o crescimento acelerado. O sucesso da startup reflete o crescente interesse de investidores em ferramentas de IA especificamente voltadas para profissionais de áreas como direito, marketing e programação.

Winston Weinberg, CEO e cofundador da Harvey (Fonte: LinkedIn | Reprodução)

Winston Weinberg, CEO e cofundador da Harvey (Fonte: LinkedIn | Reprodução)

Fundada em 2022 por Winston Weinberg, ex-advogado júnior, e Gabe Pereyra, pesquisador com experiência no Google DeepMind e na Meta, a Harvey oferece soluções para ajudar advogados na redação e revisão de documentos legais, responder a questões jurídicas e automatizar de tarefas repetitivas.

A startup – nomeada em referência a um dos personagens do seriado Suits – já conta com grandes escritórios de advocacia como O'Melveny, Latham & Watkins e A&O Shearman entre seus clientes, além de departamentos jurídicos de empresas como Comcast, Bridgewater Associates e Repsol.

David George, sócio da Andreessen Horowitz, que liderou a rodada de investimentos, destacou o papel da Harvey como líder nas assistentes jurídicas baseadas em IA. Para ele, assim como em outras áreas, advogados cada vez mais usarão o software da startup ou algum outro produto similar.

Receita anual triplica

Em um mercado competitivo, a Harvey viu sua receita recorrente anual superar US$ 150 milhões, triplicando os números do início do ano. A empresa enfrenta a concorrência de outras startups em rápido crescimento, como a sueca Legora (avaliada em US$ 1,8 bilhão), e players estabelecidos como Luminance e CoCounsel, da Thomson Reuters.

Além disso, grandes desenvolvedoras de IA, como a OpenAI, criadora do ChatGPT e que já investiu na Harvey, também são potenciais concorrentes, com grande capacidade financeira e interesse em ampliar sua atuação.

Nesse cenário, a Harvey se prepara para expandir ainda mais seu alcance, com novos recursos para atender a seus clientes, como espaços virtuais colaborativos entre empresas e seus escritórios de advocacia – mas sem comprometer a segurança dos dados.

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