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Google libera 'Gemini 4 Argon', modelo de IA mais avançado da empresa até o momento

Novo modelo de inteligência artificial da companhia chega com foco em tarefas complexas, limite de saída ampliado para 1 milhão de tokens e topo em índices de avaliação

 (Google/Divulgação)

(Google/Divulgação)

Tamires Vitorio
Tamires Vitorio

Repórter de Inteligência Artificial e Tecnologia

Publicado em 13 de outubro de 2026 às 13h19.

Última atualização em 13 de outubro de 2026 às 13h28.

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O Google começou a liberar globalmente o Gemini 4 Argon para desenvolvedores, empresas e assinantes de planos pagos, segundo anúncio de Sundar Pichai nesta terça-feira, 13. A disponibilidade varia conforme o produto: Pro e Ultra no aplicativo Gemini e na Busca, Ultra no Antigravity e acesso pago pela API e pela plataforma Gemini.

O Google anunciou nesta terça-feira, 13, que começou a liberar o modelo Gemini 4 Argon para alguns usuários. Segundo Sundar Pichai, CEO da companhia, a distribuição é global e contempla desenvolvedores, empresas e assinantes dos planos Pro e Ultra, a depender do serviço utilizado.

No aplicativo Gemini e na Busca, o acesso chega aos assinantes Pro e Ultra. No Google Antigravity, a disponibilidade anunciada é para o Ultra. Desenvolvedores e empresas podem acessar o modelo na modalidade paga da interface de programação de aplicações (API) e na plataforma Gemini, afirmou Pichai.

A liberação amplia o acesso ao modelo apresentado em 30 de setembro, quando a distribuição começou por parceiros selecionados de cibersegurança do programa Fairwind.

O que muda nas tarefas mais longas?

O Argon permite geração estendida de até 1 milhão de tokens. Os tokens são as unidades usadas no processamento da IA, que, em textos, podem representar palavras ou fragmentos. Entrada, raciocínio e saída compartilham uma janela de 1.048.576 tokens: quanto mais espaço a entrada ocupar, menos restará para a geração.

Na API, o limite padrão para raciocínio e saída é de 65.536 tokens. Respostas maiores exigem configuração específica de geração estendida, chamada long decode. Segundo a companhia, o espaço adicional permite sustentar raciocínios mais longos. Isso não significa que toda resposta terá esse tamanho.

Na prática, os exemplos de uso apresentados pelo Google incluem pesquisar informações financeiras, produzir documentos jurídicos e alterar grandes projetos de software. A empresa afirma que suas equipes já usam o Argon em atividades de programação, pesquisa e escrita.

Em migrações de código, a companhia mantém testes automatizados, auditorias e revisão humana antes da entrada em produção.

O que os testes mostram?

No Vals Index atualizado em 12 de outubro, o Argon aparece em primeiro lugar, com 68,90%. O índice reúne avaliações de finanças, programação, direito e tributação, ponderadas pela participação dos setores na economia dos Estados Unidos.

A própria Vals ressalta que nenhum modelo lidera todos os componentes. O Argon ocupa a primeira posição no teste Finance Agent v2; outros sistemas ficam à frente em tarefas como migração de código e pesquisa jurídica.

Os resultados divulgados pelo Google também variam conforme a avaliação. No DeepSWE v1.1, de engenharia de software, o Argon registra 77,9%, ante 74,1% do GPT-6 Astra. Já no FrontierSWE v2, fica em 55%, abaixo dos 65,5% do concorrente.

Como fica o acesso ao modelo?

O anúncio do Google diferencia os públicos de cada produto. Ter o plano Pro dá acesso ao Argon no aplicativo Gemini e na Busca, mas o acesso anunciado para o Antigravity é destinado aos assinantes Ultra.

A modalidade paga da API atende a quem quer incorporar o modelo a outros sistemas. Segundo a documentação atualizada do Google, o preço introdutório é de US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 10 por milhão de tokens de saída, incluindo os tokens de raciocínio.

A oferta vale até 30 de novembro de 2026. A partir de 1º de dezembro, os valores passam a US$ 4 por milhão de tokens de entrada e US$ 20 por milhão de tokens de saída.

A cobrança por tokens depende do processamento utilizado e não corresponde à mensalidade dos planos Pro ou Ultra.


Perguntas frequentes

Quem pode usar o Gemini 4 Argon?

Segundo o Google, assinantes Pro e Ultra no aplicativo Gemini e na Busca; assinantes Ultra no Antigravity; e desenvolvedores e empresas na modalidade paga da API e na plataforma Gemini.

A liberação é global?

Sim.

O que significa o limite de 1 milhão de tokens?

A geração estendida pode chegar a esse patamar, mas entrada, raciocínio e saída dividem uma janela de 1.048.576 tokens. O limite padrão na API é de 65.536 tokens para raciocínio e saída; ultrapassá-lo exige configuração específica.

O Argon lidera todos os testes?

Não. Ele lidera o Vals Index consultado, mas outros modelos ficam à frente em componentes específicos. Na tabela do Google, também há avaliações nas quais o Argon aparece atrás dos concorrentes.

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