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Devin já escreve mais de 90% do código interno da Cognition, diz CEO

Scott Wu afirma que agente de IA combina modelos próprios, OpenAI e Anthropic para automatizar desenvolvimento de software

André Lopes
André Lopes

Editor de Inteligência Artificial e Tecnologia

Publicado em 27 de maio de 2026 às 15h40.

O Devin, agente de IA da Cognition, já escreve mais de 90% do código interno da própria empresa, segundo o CEO e cofundador Scott Wu. O dado virou um dos principais argumentos da startup para defender o uso de agentes autônomos no desenvolvimento de software.

A Cognition afirma que o Devin não depende de um único modelo de IA, mas combina tecnologia própria com sistemas da OpenAI e da Anthropic.

Segundo Wu, essa abordagem permite escolher a melhor ferramenta para cada tarefa e reduz a dependência de uma única empresa ou camada de modelo.

A estratégia também posiciona a Cognition como uma plataforma intermediária entre grandes laboratórios de IA e clientes corporativos que buscam automatizar programação.

“Trabalhar com uma combinação de modelos é melhor do que depender de um único modelo”, afirmou o executivo.

A empresa também reforçou que pretende permanecer independente. Wu disse que a nova rodada de mais de US$ 1 bilhão dá condições para a Cognition seguir como negócio autônomo, em vez de buscar uma venda para uma big tech.

O comentário ocorre após o mercado acompanhar negociações bilionárias no setor, incluindo o acordo da SpaceX para possível aquisição da Cursor por US$ 60 bilhões.

A Cognition também já fez movimentos de consolidação: em julho passado, comprou o que restou da Windsurf após o Google fechar um acordo de US$ 2,4 bilhões por talentos e direitos de licenciamento da startup.

Agentes de IA mudam a disputa por talentos em tecnologia

A ascensão de Devin, Cursor e Claude Code indica que a próxima etapa da programação pode ser menos centrada em assistentes que apenas sugerem linhas de código e mais em agentes capazes de executar projetos inteiros.

No Brasil, isso tende a impactar empresas de software, bancos, consultorias e startups, que podem ganhar produtividade, mas também precisarão repensar funções, treinamento e governança sobre código produzido por IA.

O mercado ainda tenta medir o efeito real dessas ferramentas, mas a valorização da Cognition mostra que investidores já tratam a automação da programação como uma das principais apostas da nova economia de IA.

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