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Cognition levanta US$ 1 bilhão e chega a valor de US$ 26 bilhões com IA para programação

Startup criada em 2023 viu receita anualizada saltar de US$ 37 milhões para US$ 492 milhões em menos de um ano

Scott Wu, cofundador e CEO da Cognition, no Semafor World Economy Summit. (Aaron Schwartz/Getty Images)

Scott Wu, cofundador e CEO da Cognition, no Semafor World Economy Summit. (Aaron Schwartz/Getty Images)

André Lopes
André Lopes

Repórter

Publicado em 27 de maio de 2026 às 15h38.

A Cognition AI levantou mais de US$ 1 bilhão em uma nova rodada de financiamento e passou a ser avaliada em US$ 26 bilhões, em mais um sinal do apetite de investidores por empresas de inteligência artificial voltadas ao desenvolvimento de software.

A avaliação da startup mais que dobrou desde a rodada anterior, realizada em setembro. O investimento foi coliderado por Lux Capital, General Catalyst e 8VC, com participação de Ribbit Capital, Atreides Management e Founders Fund, de Peter Thiel.

Fundada em 2023, a Cognition ficou conhecida pelo Devin, agente de IA criado para automatizar tarefas de programação e apoiar engenheiros no desenvolvimento de sistemas.

A receita anualizada da empresa subiu para US$ 492 milhões, ante US$ 37 milhões em maio do ano passado, e a meta é ultrapassar US$ 1 bilhão ainda neste ano.

O crescimento vem principalmente de contratos corporativos com empresas como Goldman Sachs e Mercedes-Benz, além de áreas do governo dos Estados Unidos.

O avanço da Cognition ocorre em meio à valorização de ferramentas de programação assistida por IA, mercado também disputado por OpenAI, Anthropic e Cursor.

A empresa afirma já ter captado mais de US$ 2,5 bilhões desde sua fundação e pretende usar parte do novo capital para aprimorar modelos, melhorar a experiência do produto e avaliar novas aquisições.

Programação vira uma das frentes mais lucrativas da IA

O interesse por empresas como a Cognition mostra que o desenvolvimento de software se tornou uma das aplicações mais concretas e rentáveis da inteligência artificial generativa.

Para empresas brasileiras, a tendência importa porque ferramentas como Devin prometem reduzir custos, acelerar entregas e mudar o perfil exigido de equipes de tecnologia.

A questão central deixa de ser apenas usar IA para escrever código, mas reorganizar processos inteiros de engenharia em torno de agentes capazes de executar tarefas complexas.

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