(Reprodução)
Repórter
Publicado em 30 de janeiro de 2026 às 17h03.
Última atualização em 1 de fevereiro de 2026 às 11h40.
O Moltbot é um novo tipo de assistente de inteligência artificial que chamou atenção por prometer algo além do tradicional “chat”. Em vez de apenas responder perguntas, ele pode executar tarefas reais no computador do usuário, como enviar e-mails, preencher formulários, organizar compromissos e abrir aplicativos.
O projeto é de código aberto, ou seja, qualquer pessoa pode ver como ele funciona e adaptá-lo — e começou a circular com força em fóruns de tecnologia e automação. A proposta é simples: transformar a IA em uma espécie de secretário digital que trabalha diretamente no seu computador, e não apenas na internet.
Criado pelo desenvolvedor Peter Steinberger, veterano do Vale do Silício, o Moltbot nasceu como um experimento pessoal. Inicialmente chamado de Clawdbot, o projeto ganhou novo nome conforme passou a atrair mais usuários e se inseriu na onda dos chamados “agentes autônomos”, programas capazes de tomar decisões simples e agir em nome da pessoa.
A principal diferença do Moltbot está onde ele roda: no próprio computador do usuário. Ele funciona em PCs, notebooks e até em dispositivos pequenos como o Raspberry Pi. Isso permite que a IA tenha acesso direto a arquivos, navegador e programas instalados, sem depender totalmente de servidores externos. Para muitos usuários, isso significa mais controle sobre dados pessoais e menos envio de informações para a nuvem.
Na prática, conversar com o Moltbot não exige aprendizado técnico. O usuário pode enviar comandos em linguagem natural por aplicativos já conhecidos, como WhatsApp, Telegram, Discord, Slack ou iMessage. Frases simples como “remarca minha reunião das 15h” ou “confirma meu voo de hoje à noite” já são suficientes para o agente agir.
Por trás dessa simplicidade, o sistema funciona como uma equipe invisível. Há um modelo de IA que entende o pedido, conexões com serviços (como e-mail, agenda ou navegador) e um módulo que executa a ação diretamente no computador. É isso que permite ao Moltbot enviar mensagens, abrir sites, tocar músicas ou organizar tarefas automaticamente.
Essas conexões, chamadas de skills, ligam o agente a serviços como Gmail, Google Agenda, Spotify, GitHub e até dispositivos de casa inteligente. Assim, ele pode criar rotinas automáticas, como um resumo diário com compromissos, clima e mensagens importantes.
Outro diferencial é a chamada memória persistente. Diferente de chats que esquecem tudo ao fim da conversa, o Moltbot guarda preferências, hábitos e decisões ao longo do tempo. Com isso, passa a entender melhor como o usuário trabalha e se comunica.
Essas informações ficam organizadas em uma pasta no próprio computador, que reúne regras de funcionamento, histórico e listas de tarefas. O próprio agente atualiza esses dados conforme é usado. Usuários mais avançados chegam a salvar esse histórico online para usar o mesmo “assistente” em mais de um computador.
No cotidiano, o Moltbot tem sido usado para organizar compromissos, enviar e-mails, planejar viagens e criar lembretes. Alguns usuários pedem até resumos diários em áudio sobre produtividade ou dados de saúde.
No trabalho, ele aparece como uma ferramenta de automação: ajuda a responder mensagens importantes, organizar demandas, gerar textos para redes sociais e monitorar atividades repetitivas. A comunidade já criou dezenas de extensões que ampliam suas funções, e o próprio agente pode ajudar a escrever pequenos programas para ganhar novas habilidades.
No fundo, a promessa do Moltbot é simples de entender: transformar a inteligência artificial em alguém que não apenas conversa, mas realmente faz coisas, direto do seu computador.