Inteligência Artificial

Como esse matemático britânico ‘previu’ a inteligência artificial em 1950

Avanços recentes mostram até onde a inteligência artificial chegou — e por que isso importa agora

 (WIKIMEDIA COMMONS)

(WIKIMEDIA COMMONS)

Publicado em 17 de março de 2026 às 17h23.

Se uma inteligência artificial consegue conversar como um humano, isso significa que ela realmente “pensa”? Essa dúvida, que surgiu há mais de 70 anos, voltou com força de um tempo para cá.

Com ferramentas cada vez mais avançadas, a IA deixou de ser algo distante e passou a fazer parte do dia a dia, seja no trabalho, nas redes sociais e nos negócios. E entender esse momento ajuda a enxergar para onde tudo isso está indo.

O teste que tentou responder tudo isso

Em 1950, o matemático Alan Turing criou uma forma simples de testar máquinas.

A ideia era uma pessoa conversar por texto com dois interlocutores — um humano e uma máquina. Se ela não conseguir dizer quem é quem, a máquina demonstra um comportamento inteligente.

Esse teste ficou conhecido como “Teste de Turing” e virou uma das principais referências quando se fala em inteligência artificial.

Quando as máquinas começaram a enganar humanos

Durante muito tempo, isso parecia impossível, mas em 2014, um chatbot conseguiu convencer cerca de um terço das pessoas de que era humano.

Entenda como usar a IA no seu dia a dia. Clique aqui para uma aula gratuita

O sistema simulava ser um adolescente estrangeiro, o que ajudava a justificar erros. Mesmo assim, mostrou que as máquinas estavam evoluindo rápido.

O salto recente da IA

Nos últimos anos, esse avanço acelerou. Segundo a pesquisa "The state of AI in early 2024: Gen AI adoption spikes and starts to generate value", realizada pela McKinsey, o interesse no uso da IA tem aumentando nos últimos seis anos e atingido não só as pessoas mas também as organizações. 

O levantamento ainda mostra que, em 2024, 72% das empresas do mundo já adotaram essa tecnologia, um avanço significativo comparado aos 55% em 2023.

Hoje, sistemas mais modernos conseguem enganar a maioria das pessoas em conversas curtas. Em alguns testes, foram considerados humanos com mais frequência do que os próprios participantes.

Isso significa que a IA já consegue se comunicar de forma muito natural — algo que até pouco tempo parecia distante.

Mas isso significa que a IA ‘pensa’?

É importante ressaltar que uma coisa é parecer humano e outra bem diferente é realmente entender o que está sendo dito.

Ou seja, a IA é excelente em reconhecer padrões e responder bem, mas isso não quer dizer que ela tenha consciência ou pensamento próprio.

Acompanhe tudo sobre:Branded MarketingBranded Marketing IAInteligência artificial

Mais de Inteligência Artificial

A pergunta de 1950 que ainda assombra a IA e pode mudar como você vê as máquinas hoje

A 'profecia' do MIT de 60 anos atrás que mostra por que pessoas se apegam emocionalmete à IA

Nvidia agora tem um OpenClaw; entenda por que a tecnologia virou peça-chave no mundo da IA

Alibaba lança plataforma de IA que pode rodar vários modelos em interface única