Redação Exame
Publicado em 7 de abril de 2026 às 06h53.
Um em cada quatro governadores decidiu permanecer no cargo até o fim do mandato e não disputar novos postos nas eleições deste ano.
O movimento ocorre em sete estados e reflete tanto estratégias locais quanto decisões alinhadas ao cenário nacional.
Entre aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), casos como os de Carlos Brandão e Fátima Bezerra envolvem a desistência de candidaturas ao Senado.
Já nomes como Ratinho Junior e Eduardo Leite recuaram de projetos nacionais para focar na sucessão estadual.
No Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra abriu mão de disputar o Senado após o rompimento com o vice, Walter Alves, o que inviabilizou sua estratégia eleitoral. A governadora passou a apoiar o secretário da Fazenda, Cadu Xavier, para sua sucessão.
No Maranhão, Carlos Brandão também desistiu da disputa ao Senado para manter o controle político do estado e evitar fortalecer o vice, Felipe Camarão. O cenário inclui ainda embates políticos envolvendo o grupo do ministro Flávio Dino.
No Paraná, Ratinho Junior desistiu de concorrer à Presidência após avaliar riscos políticos e voltou seu foco à eleição estadual. O movimento ocorreu após o senador Sergio Moro se consolidar como candidato ao governo.
Já no Rio Grande do Sul, Eduardo Leite decidiu permanecer no cargo após seu partido optar por outro nome na corrida presidencial. Ele agora trabalha para viabilizar a candidatura do vice, Gabriel Souza.
Em Alagoas, Paulo Dantas optou por ficar no cargo para apoiar a candidatura de Renan Filho ao governo estadual.
Em Rondônia, Marcos Rocha decidiu não disputar novos cargos após desgaste com o vice, Sérgio Gonçalves, e deve apoiar outro aliado na sucessão.
No Tocantins, Wanderlei Barbosa confirmou que permanecerá no cargo enquanto responde a processo no Superior Tribunal de Justiça, o que garante foro privilegiado até o fim do mandato.
*Com O Globo