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Cinco cargos de inteligência artificial que mais crescem no Brasil e o que eles têm em comum (Magnific/Reprodução)
Jornalista
Publicado em 31 de julho de 2026 às 13h23.
A inteligência artificial deixou de ser um tema restrito às áreas de tecnologia. Empresas de diferentes setores ampliam investimentos na tecnologia e, com isso, cresce a demanda por profissionais capazes de desenvolver, implementar e aplicar soluções baseadas em IA.
Levantamentos recentes do Fórum Econômico Mundial e do LinkedIn mostram que funções ligadas a dados, automação e inteligência artificial estão entre as profissões com maior crescimento global. No Brasil, consultorias de recrutamento também apontam um aumento na procura por especialistas que combinem conhecimento técnico e visão estratégica.
A adoção de ferramentas de IA generativa, automação e análise avançada de dados criou novas necessidades dentro das empresas. Hoje, não basta desenvolver modelos. Também é preciso identificar oportunidades de negócio, avaliar impactos e integrar a tecnologia às operações.
Segundo o relatório Future of Jobs 2025, do Fórum Econômico Mundial, especialistas em big data, inteligência artificial e aprendizado de máquina estão entre as ocupações que mais devem crescer até 2030.
O cientista de dados continua sendo um dos profissionais mais procurados. Sua função é analisar grandes volumes de informação para identificar padrões, gerar previsões e apoiar decisões estratégicas.
Esse profissional utiliza estatística, programação e modelos de IA para transformar dados em conhecimento útil para o negócio.
Enquanto o cientista desenvolve análises e modelos, o engenheiro de IA é responsável por colocar essas soluções em funcionamento.
Entre suas atividades estão criar aplicações com modelos generativos, integrar sistemas, desenvolver agentes inteligentes e garantir que as soluções funcionem de forma segura e escalável.
O engenheiro de machine learning transforma modelos em aplicações capazes de aprender com dados continuamente.
Seu trabalho envolve treinamento, testes, monitoramento e atualização dos algoritmos utilizados em produtos digitais, plataformas e sistemas corporativos.
Mesmo antes da popularização da IA generativa, o analista de BI já desempenhava um papel importante nas empresas. Agora, sua atuação ganhou ainda mais relevância.
Esse profissional organiza informações, cria painéis e identifica indicadores que ajudam líderes a tomar decisões mais rápidas e baseadas em dados.
A rápida adoção de ferramentas como ChatGPT, Claude e Gemini criou uma nova demanda por especialistas em IA generativa.
Esses profissionais desenvolvem aplicações, estruturam fluxos de trabalho, criam assistentes inteligentes e definem boas práticas para o uso responsável da tecnologia dentro das organizações.
Embora exerçam funções diferentes, essas carreiras compartilham características semelhantes.
A primeira é o domínio de dados, programação e fundamentos de inteligência artificial. A segunda é a capacidade de compreender os objetivos do negócio para aplicar a tecnologia em problemas concretos.
Também cresce a valorização de competências como comunicação, pensamento analítico, gestão de projetos e tomada de decisão baseada em evidências. Em muitos casos, essas habilidades fazem diferença entre criar uma solução tecnicamente correta e gerar impacto para a empresa.
A evolução da inteligência artificial mostra que o mercado procura profissionais capazes de conectar tecnologia e estratégia, e não apenas especialistas em programação.
Independentemente do cargo escolhido, desenvolver uma base sólida em IA, análise de dados, negócios e liderança pode ampliar as oportunidades de carreira em diferentes setores da economia.