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China diz que compra da Manus pela Meta é conspiração para reduzir poder do país

Aquisição da Manus pela Meta incomoda líderes da China, que alegam que a compra é uma forma de conspirar contra a ascensão do país asiático no setor

Manus: compra da startup pela Meta incomoda reguladores chineses (Getty Images)

Manus: compra da startup pela Meta incomoda reguladores chineses (Getty Images)

Maria Eduarda Cury
Maria Eduarda Cury

Colaboradora

Publicado em 18 de abril de 2026 às 10h30.

No final de 2025, a Meta confirmou a compra da startup chinesa Manus por US$ 2 bilhões para acelerar sua inserção no setor de inteligência artificial. A estratégia era trazer a equipe de 100 pessoas para a rotina corporativa do grupo dono do Facebook, que tenta desenvolver modelos próprios de alto nível. Agora, a Comissão de Segurança Nacional da China declarou que a compra é uma ação "conspiratória" que tem como objetivo reduzir o poder tecnológico da China. As informações são do Financial Times.

Após o compartilhamento do documento entre líderes do país, múltiplas agências regulatórias foram mobilizadas para avaliar a aquisição. A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC), o Ministério do Comércio e o órgão antitruste do país foram algumas das solicitadas a examinar o negócio sob regras de controle de exportação, investimento estrangeiro e concorrência. 

Fontes ouvidas pelo FT disseram que nem todos os reguladores estão de acordo com o seguimento da avaliação. “Não podemos controlar totalmente o fluxo de talentos", disse uma pessoa próxima da situação, que também confirmou que a intenção é "garantir que as rotas não convencionais sejam fechadas".

O momento da Manus no embate entre China e EUA

Fundada na China pela controladora Butterfly Effect, a Manus lançou em março de 2025 um agente de IA capaz de executar tarefas complexas de forma autônoma. A ideia era entrar no ramo de agentes multifuncionais com tarefas como pesquisa, programação e análise de dados. O produto, assim como outros similares, viralizou globalmente em uma época que a busca por alternativas aos modelos principais estava em alta.

Antes da compra, a Manus já havia conseguido gerar US$ 125 milhões em receita anual por conta própria. O sucesso facilitou para que a companhia alcançasse uma avaliação de US$ 500 milhões. Agora, com a Meta já tendo integrado a equipe da empresa às suas ferramentas de gestão de anúncios, uma eventual reversão do negócio seria tecnicamente complexa. Investidores chineses que venderam participações à Meta chegaram a debater sobre a possibilidade de desfazer o acordo para atender aos desejos de Pequim, mas nada foi decidido até então. 

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