Patrocinado por:
Ajustes simples na forma de escrever o prompt podem melhorar significativamente a qualidade das respostas produzidas por ferramentas de inteligência artificial (Tim Franco/The New York Times)
Redatora
Publicado em 29 de julho de 2026 às 05h04.
Quem compara diferentes plataformas de inteligência artificial costuma procurar qual entrega a melhor resposta. Mas, na prática, o resultado depende tanto da qualidade do comando quanto da capacidade do modelo.
Um mesmo chatbot pode gerar uma resposta superficial ou uma análise detalhada apenas porque o usuário mudou a forma de fazer a pergunta.
Especialistas chamam esse processo de engenharia de prompts: o conjunto de técnicas usadas para orientar a IA a produzir respostas mais precisas e relevantes. Uma boca dica é explorar estratégias que aproveitam melhor o potencial dessas ferramentas.
Em vez de pedir que a IA escreva um texto "mais natural" ou "como um humano", forneça exemplos do seu próprio conteúdo.
Uma boa estratégia é enviar três ou quatro e-mails, artigos ou relatórios escritos por você e pedir que a ferramenta identifique padrões de vocabulário, estrutura das frases, ritmo e tom de voz. Em seguida, solicite que ela crie um perfil de escrita e o utilize nas próximas respostas.
Assim, os textos tendem a ficar mais consistentes e próximos da forma como você realmente se comunica.
Muitas pessoas usam a inteligência artificial apenas para validar ideias, mas ela também pode funcionar como uma revisora crítica.
Antes de apresentar um projeto, publicar um artigo ou enviar uma proposta, experimente pedir que a IA assuma o papel de alguém cético. Um prompt como "Atue como um gerente experiente e encontre todos os pontos fracos deste argumento" costuma gerar críticas, identificar inconsistências e apontar riscos que poderiam passar despercebidos.
Esse tipo de abordagem ajuda a fortalecer o resultado final antes que ele seja apresentado a outras pessoas.
A IA também pode economizar tempo ao estruturar conteúdos desorganizados.
Anotações de reuniões, pesquisas, comentários de clientes ou listas extensas podem ser convertidos em tabelas, categorias ou planos de ação com poucos comandos. Em vez de solicitar apenas um resumo, vale indicar exatamente como deseja receber o material.
Por exemplo: "Organize estas informações em uma tabela com as colunas 'problema', 'impacto', 'prioridade' e 'próximos passos'." Quanto mais específica for a estrutura solicitada, mais útil tende a ser o resultado.
Nem toda tarefa repetitiva exige um software complexo. Se você realiza a mesma atividade diariamente, como renomear arquivos, organizar planilhas ou redimensionar imagens, pode pedir que a IA escreva um pequeno script para automatizar esse processo.
O segredo é explicar claramente o problema, informar qual sistema operacional utiliza e pedir instruções detalhadas para executar o código. Mesmo quem não programa pode utilizar esse recurso para eliminar tarefas manuais e ganhar produtividade.
Outra forma de obter respostas mais inteligentes é definir exatamente para quem a IA deve responder.
Em vez de perguntar simplesmente se um texto está bom, peça que ela analise o conteúdo como se fosse um cliente específico, um recrutador, um investidor ou um gestor de determinada área.
Quanto mais detalhada for a persona, incluindo profissão, objetivos, dificuldades e perfil, mais contextualizada será a análise. Embora esse exercício não substitua testes com pessoas reais, ele pode antecipar dúvidas, identificar argumentos pouco convincentes e sugerir melhorias antes da publicação.
Saber fornecer contexto, definir papéis e explicar exatamente o que se espera da resposta é uma habilidade que tende a se tornar cada vez mais importante à medida que a inteligência artificial se incorpora à rotina de trabalho.