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Anthropic retoma negociações com o Pentágono sobre IA, diz site

Segundo o Financial Times, CEO da Anthropic tenta salvar contrato com o Departamento de Defesa dos EUA após colapso das negociações

Dario Amodei, CEO da Anthropic, conhecida pela IA Claude (Chance Yeh /Getty Images)

Dario Amodei, CEO da Anthropic, conhecida pela IA Claude (Chance Yeh /Getty Images)

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 5 de março de 2026 às 05h47.

A startup de inteligência artificial Anthropic voltou a negociar com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos após o colapso das conversas na semana passada sobre o uso militar de seus modelos de IA.

De acordo com informações do Financial Times, o CEO da empresa, Dario Amodei, iniciou novas discussões com Emil Michael, subsecretário de Defesa para pesquisa e engenharia, para tentar estabelecer um contrato que regule o acesso do Pentágono à tecnologia da companhia.

Um novo acordo permitiria que o exército americano continuasse utilizando os modelos da Anthropic e reduziria o risco de a empresa ser classificada como ameaça à cadeia de suprimentos militar.

A possibilidade foi levantada pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth, que ameaçou designar a startup como risco para fornecedores do setor, o que obrigaria empresas ligadas ao sistema militar a interromper relações com a companhia.

As negociações haviam entrado em colapso após divergências sobre a redação do contrato. A Anthropic exigia cláusulas que impedissem o uso de seus modelos para vigilância doméstica em larga escala e para armas autônomas letais, considerados limites éticos pela empresa.

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Segundo Amodei, representantes do Pentágono sugeriram aceitar os termos atuais caso fosse removida uma frase específica relacionada à análise de grandes volumes de dados coletados. A empresa interpretou a mudança como incompatível com suas diretrizes.

Disputa por uso militar da inteligência artificial

O conflito ocorre em meio à expansão do uso de inteligência artificial em segurança nacional nos Estados Unidos.

Em julho do ano passado, a Anthropic firmou um acordo de US$ 200 milhões com o Departamento de Defesa, tornando-se a primeira empresa a ter seus modelos de IA utilizados em ambientes classificados e por agências de segurança nacional.

A tensão aumentou quando o Pentágono passou a pressionar empresas de tecnologia para permitir que seus sistemas fossem utilizados em qualquer finalidade considerada legal.

Na mesma semana em que as negociações com a Anthropic fracassaram, a OpenAI fechou um acordo próprio com o governo americano para o uso de inteligência artificial em operações militares.

As novas conversas entre a Anthropic e o Pentágono buscam restabelecer os termos do contrato e evitar que a startup seja excluída da cadeia de fornecedores da defesa dos Estados Unidos.

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