Inteligência Artificial

Anthropic lança Claude for Life Sciences e entra na corrida da IA para descobertas científicas

Cientistas podem utilizar a tecnologia de inteligência artificial da empresa em diferentes estágios do processo de descoberta científica, desde revisões bibliográficas até o desenvolvimento de hipóteses e análise de dados

Fundada em 2021 por ex-funcionários da OpenAI, a Anthropic tem faturamento anual próximo a US$ 7 bilhões e avaliação de US$ 183 bilhões (Thomas Fuller/Getty Images)

Fundada em 2021 por ex-funcionários da OpenAI, a Anthropic tem faturamento anual próximo a US$ 7 bilhões e avaliação de US$ 183 bilhões (Thomas Fuller/Getty Images)

Publicado em 21 de outubro de 2025 às 15h09.

Uma das líderes na corrida da inteligência artificial, a Anthropic anunciou nesta segunda-feira, 20, o lançamento do Claude for Life Sciences, uma nova ferramenta voltada para acelerar o desenvolvimento científico. A novidade marca a entrada formal da empresa no setor, poucos meses após a contratação do experiente executivo Eric Kauderer-Abrams como chefe de biologia e ciências da vida.

A ferramenta permite que cientistas utilizem a tecnologia de IA da empresa em diferentes estágios do processo de descoberta científica, desde revisões bibliográficas até o desenvolvimento de hipóteses e análise de dados, segundo a Anthropic.

Desenvolvido com base nos modelos de IA da empresa, o Claude for Life Sciences também pode ser integrado a ferramentas científicas amplamente usadas em laboratórios de pesquisa e desenvolvimento, como Benchling, PubMed e 10x Genomics.

De acordo com Kauderer-Abrams, pesquisadores já utilizavam modelos da Anthropic para auxiliar em partes isoladas do processo científico, por isso a empresa decidiu criar uma versão específica para apoiar o trabalho do início ao fim. O objetivo é tornar o Claude uma ferramenta essencial para a pesquisa científica, de forma análoga ao uso na programação.

Além da integração com outras ferramentas científicas, a Anthropic destaca parcerias com empresas como AWS, Google Cloud, KPMG e Deloitte, as quais podem ajudar na adoção eficaz da IA.

Apesar das promessas de ganhos de eficiência, Kauderer-Abrams ressalta que a transformação não acontecerá de forma instantânea ou mágica, mas que a tecnologia pode impactar positivamente áreas demoradas e caras da pesquisa científica, com análises que antes levavam dias agora podendo ser feitas em minutos.

Anthropic na corrida da IA

Fundada em 2021 por ex-funcionários da OpenAI, a Anthropic tem faturamento anual próximo a US$ 7 bilhões e avaliação de US$ 183 bilhões. No final do mês passado, a empresa lançou o Claude Sonnet 4.5, seu modelo mais avançado, com a promessa de ter o melhor desempenho na programação. Os dados, no entanto, mostram um cenário disputado.

Embora o mercado de IA ainda seja dominado por chatbots, o movimento da Anthropic em direção ao uso da tecnologia para transformar setores como o de descobertas científicas posiciona a empresa na vanguarda da inovação, além da conversação, da geração de imagens/vídeos e códigos.

Essa mudança de foco tem atraído crescente interesse de investidores, ansiosos por soluções que impactem positivamente outras áreas, como aplicações prática da IA, pesquisa e desenvolvimento científico, especialmente em meio à disputa com a China.

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