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Analistas de automação com IA desenvolvem fluxos que conectam ferramentas e reduzem tarefas manuais nas empresas (ABB/Divulgação)
Redação Exame
Publicado em 26 de outubro de 2026 às 05h06.
Conferir planilhas, copiar informações entre plataformas e responder às mesmas solicitações todos os dias são tarefas que consomem tempo em muitas empresas.
Um analista de automação com inteligência artificial trabalha justamente para reduzir esse esforço, criando fluxos capazes de executar atividades com menos intervenção humana.
A função ganhou novas possibilidades com a popularização da IA generativa, que permite interpretar textos, resumir documentos e apoiar decisões dentro de processos automatizados.
O trabalho pode envolver desde soluções simples para equipes administrativas até integrações entre diferentes sistemas corporativos.
A principal responsabilidade é identificar tarefas que podem ser automatizadas e desenvolver soluções para executá-las de maneira confiável.
O profissional mapeia processos, entende as necessidades das equipes, configura ferramentas e acompanha o funcionamento das automações.
Com recursos de IA, a solução pode classificar mensagens por assunto, resumir conteúdos e preparar respostas para revisão.
A atuação exige monitoramento contínuo. Uma automação precisa ser testada, ter seus resultados avaliados e contar com mecanismos para lidar com erros ou situações inesperadas.
A remuneração varia conforme o nível de experiência, a complexidade dos projetos e as tecnologias exigidas.
Segundo o Indeed, para analista de automação inteligente sênior, oferecia salário de R$ 8 mil a R$ 9 mil mensais.
Cargos de entrada podem pagar menos, enquanto posições que exigem desenvolvimento de soluções complexas e experiência em ambientes corporativos podem oferecer remunerações maiores.
Para comparar oportunidades, vale observar o regime de contratação, os benefícios, a senioridade e as responsabilidades descritas.
O conhecimento de ferramentas de automação é um ponto de partida. Plataformas como Microsoft Power Automate permitem conectar aplicativos e configurar fluxos de trabalho.
A familiaridade com APIs, interfaces que permitem a comunicação entre aplicações, ajuda a conectar serviços diferentes.
Noções de lógica de programação e linguagens como Python ou JavaScript podem ampliar as possibilidades de atuação, sobretudo em projetos que exigem personalização.
Já o domínio de IA generativa permite incorporar recursos de análise de texto, classificação e extração de informações.
Entender os processos da empresa é igualmente importante para escolher o que automatizar e avaliar se a solução realmente melhora o trabalho.
Uma maneira prática de começar é escolher uma tarefa repetitiva e desenvolver uma automação simples. Pode ser organizar informações de um formulário em uma planilha ou classificar solicitações recebidas por uma equipe.
O projeto deve registrar o problema inicial, as ferramentas utilizadas e os resultados dos testes. Esse material pode compor um portfólio e demonstrar a capacidade de transformar uma necessidade concreta em uma solução funcional.
Cursos introdutórios, documentação oficial e projetos próprios ajudam a construir a base técnica. Ao avançar, vale estudar integrações, tratamento de erros, segurança de dados e aplicações de IA generativa.
A combinação dessas competências permite disputar oportunidades em áreas como operações, tecnologia, atendimento e transformação digital.