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DeepSeek: mídia estatal relata conclusão de registro chinês para abertura de código e uso no exterior (Samuel Boivin/Getty Images)
Editor de Inteligência Artificial e Tecnologia
Publicado em 23 de outubro de 2026 às 14h10.
Última atualização em 23 de outubro de 2026 às 14h29.
DeepSeek e MiniMax concluíram procedimentos de registro na China, segundo a mídia estatal. A informação abrange abertura de código e licenciamento no exterior. O governo implantou um regime temporário antes da revisão das regras de exportação tecnológica. O registro chinês não equivale a uma autorização de outros países.
DeepSeek e MiniMax concluíram procedimentos de registro e realizaram abertura de código e licenciamento para uso no exterior nesta sexta-feira, 23.
A informação se refere ao cumprimento de exigências chinesas para a saída de tecnologia. Não é uma aprovação regulatória mundial. O relato não identifica versões dos modelos, países de destino ou documentos individuais de autorização.
O anúncio ocorre em meio à expansão das desenvolvedoras chinesas. A EXAME já mostrou o avanço da MiniMax na disputa por usuários de IA e o debate sobre a concorrência entre empresas chinesas e americanas.
O comunicado conjunto nº 48, dos ministérios do Comércio e da Ciência e Tecnologia, abriu em 16 de outubro uma consulta sobre mudanças no catálogo de tecnologias cuja exportação é proibida ou restrita. A proposta abrange 40 itens, dos quais 23 relacionados à inteligência artificial.
Ao mesmo tempo, o documento estabeleceu registro prévio temporário para exportações das tecnologias listadas, até a entrada em vigor do catálogo revisado. A consulta recebe contribuições até 15 de novembro.
Entre as situações sujeitas a registro estão a transferência de propriedade intelectual, o licenciamento de tecnologia chinesa para uso no exterior e a mudança de proprietário ou controlador para uma entidade estrangeira. O cadastro pede informações sobre exportador, destinatário, destino, tecnologia, finalidade e valor estimado.
Em explicação oficial sobre a proposta, o Ministério do Comércio diferencia a transferência de tecnologia da oferta de serviços. Chamadas por API, interação em aplicativos ou sites e aplicações de software como serviço não integram o controle de exportação de grandes modelos descrito pelo órgão.
Já a implantação local no exterior de tecnologia classificada como restrita entra no escopo. O ministério prevê facilidades, como licença automática, para determinadas operações. A modalidade de uso importa para definir o enquadramento.
Não. Ele trata de exigências chinesas de exportação, não das regras de cada mercado de destino.
O relato da mídia estatal não especifica versões ou modelos.
Não. A explicação oficial distingue a oferta de serviços da transferência de tecnologias classificadas como restritas.