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Alibaba vai barrar uso do Claude Code por funcionários na China

Medida começa em 10 de julho e ocorre após Anthropic tentar fechar brechas de acesso a seus modelos por usuários chineses

Alibaba: ações caíram após divulgação dos resultados, em meio à intensificação do conflito no Oriente Médio. (Chesnot/Getty Images)

Alibaba: ações caíram após divulgação dos resultados, em meio à intensificação do conflito no Oriente Médio. (Chesnot/Getty Images)

André Lopes
André Lopes

Editor de Inteligência Artificial e Tecnologia

Publicado em 6 de julho de 2026 às 14h50.

A Alibaba vai proibir seus funcionários de usar o Claude Code, ferramenta de programação da Anthropic, a partir de 10 de julho, segundo múltiplos relatos. A decisão ocorre em meio a restrições já impostas pela Anthropic a empresas chinesas e a entidades estrangeiras controladas por elas.

A Anthropic, desenvolvedora do Claude, já veta o uso de seus modelos por companhias da China. A empresa também tem trabalhado para fechar brechas que permitiam o acesso de usuários chineses ao serviço, de acordo com os relatos citados.

A Alibaba classificou o Claude Code como software de alto risco e orientou seus funcionários a usar o Qoder, ferramenta própria da companhia. A decisão reforça a disputa por controle sobre ferramentas de inteligência artificial em ambientes corporativos, especialmente quando envolvem código, dados internos e modelos concorrentes.

A medida também evidencia o avanço de barreiras geográficas e corporativas no uso de sistemas de inteligência artificial. Embora empresas de tecnologia ofereçam ferramentas globais, políticas de acesso, risco regulatório e proteção de propriedade intelectual têm limitado o uso em alguns mercados.

Medidas da Anthropic miram revendedores e cópia de modelos

A controvérsia ganhou novo capítulo após uma publicação no Reddit afirmar que parte do fechamento de brechas envolvia uma versão do Claude Code capaz de identificar secretamente usuários chineses. Thariq Shihipar, da Anthropic, disse em publicação no X que se tratava de “um experimento lançado em março” para impedir abuso de contas por revendedores não autorizados e proteger contra distillation, prática em que modelos de IA são treinados com as respostas produzidas por outros modelos.

Shihipar afirmou que a equipe implementou mitigações mais fortes desde então e que a empresa já pretendia retirar o experimento do ar. A declaração buscou enquadrar a medida como uma resposta a abuso de contas e risco de cópia de modelos, não como uma ferramenta permanente de monitoramento.

O caso reúne dois movimentos simultâneos: de um lado, a Anthropic tenta limitar o uso de seus modelos por usuários e empresas vetados; de outro, a Alibaba reforça o uso de uma solução interna. Esse tipo de decisão tende a ganhar peso em empresas que lidam com desenvolvimento de software, infraestrutura de nuvem e produtos baseados em IA.

Acompanhe tudo sobre:AlibabaAnthropic

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