ChatGPT (Nicolas Economou/NurPhoto/Getty Images)
Redação Exame
Publicado em 20 de abril de 2026 às 16h26.
O avanço das ferramentas de inteligência artificial tem ampliado o acesso a soluções baseadas em linguagem natural, mas também levanta questionamentos sobre o uso de dados pessoais.
Um recurso disponível no iPhone surge como alternativa para quem busca interagir com o ChatGPT reduzindo a exposição de informações.
O uso de chatbots de IA envolve riscos que vão além da qualidade das respostas. Embora sistemas como o ChatGPT sejam amplamente utilizados para diferentes finalidades, há preocupações sobre a precisão das informações geradas e, principalmente, sobre a coleta de dados durante as interações.
Empresas responsáveis por essas plataformas afirmam manter em anonimato os dados utilizados para treinamento, mas, na ausência de auditorias independentes, esse processo depende da confiança do usuário nas políticas divulgadas. As informações foram retiradas do Inc.
Entre as diferentes formas de acessar o ChatGPT no iPhone — seja por aplicativo oficial, navegador ou soluções de terceiros — há uma alternativa menos difundida que envolve o uso da assistente virtual da Apple, a Siri. Nesse modelo, a assistente atua como intermediária no envio das solicitações ao chatbot.
Ao utilizar a Siri, o endereço de IP do usuário é mascarado, o que impede que as interações sejam diretamente associadas a uma identidade específica. Além disso, a informação de localização compartilhada com a plataforma é limitada a uma região mais ampla, sem detalhamento preciso. Esses fatores contribuem para reduzir o nível de rastreamento vinculado ao uso da ferramenta.
Outro ponto relevante está no acordo entre Apple e OpenAI. De acordo com o modelo adotado, as interações realizadas por meio da Siri não são utilizadas para treinamento dos sistemas de inteligência artificial. Isso significa que os comandos enviados e as respostas recebidas não alimentam diretamente a evolução dos modelos.
Além disso, há restrições quanto ao armazenamento dessas informações. Exceto em situações específicas previstas em lei, os dados das interações não são retidos, o que altera a lógica tradicional de coleta e uso de dados observada em outras formas de acesso ao chatbot.