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5 vezes que Sam Altman chamou atenção ao prever como a inteligência artificial vai mudar o trabalho (Florian Gaertner/Getty Images)
Jornalista
Publicado em 3 de setembro de 2026 às 17h44.
Sam Altman, CEO da OpenAI, está entre as vozes mais acompanhadas no debate sobre inteligência artificial. Suas entrevistas, textos e declarações públicas costumam gerar repercussão porque abordam temas como empregos, produtividade, agentes autônomos e a possibilidade de sistemas cada vez mais capazes.
Algumas de suas previsões também mudaram ao longo do tempo. Por isso, acompanhar o que Altman disse em diferentes momentos ajuda a entender como o debate sobre os impactos da tecnologia no trabalho vem evoluindo.
Em conversa na Harvard Business School, Altman afirmou que a inteligência artificial não eliminaria todos os empregos, como muitas previsões indicavam. Ao mesmo tempo, reconheceu que algumas ocupações podem desaparecer e que novas funções devem surgir.
A principal mudança, segundo ele, estaria na forma como o trabalho é realizado. Profissionais de diferentes áreas poderiam usar ferramentas de IA para executar determinadas tarefas com mais rapidez, enquanto outras atividades continuariam exigindo participação humana.
Em 2026, Altman voltou ao tema e disse que passou a considerar exageradas algumas previsões sobre um possível “apocalipse dos empregos”. A declaração mostra uma mudança de tom em relação às estimativas mais pessimistas feitas anteriormente.
No início de 2025, Altman escreveu que esperava ver os primeiros agentes de inteligência artificial “entrando na força de trabalho” e alterando de forma relevante a produção das empresas.
Agentes são sistemas capazes de realizar tarefas com maior autonomia. Em vez de apenas responder a uma pergunta, podem executar etapas de um processo, como buscar informações, organizar dados ou concluir atividades seguindo instruções.
Para um profissional, a diferença prática é que a IA deixa de ser apenas uma ferramenta de consulta e passa a participar de fluxos de trabalho mais complexos.
Em 2024, Altman chamou atenção ao dizer que a superinteligência poderia chegar em “alguns milhares de dias”, embora reconhecesse que o processo poderia levar mais tempo.
O termo se refere, de forma geral, à hipótese de sistemas de IA superarem amplamente as capacidades humanas em diversas áreas. A declaração ampliou a discussão sobre a velocidade do desenvolvimento tecnológico e os desafios de segurança envolvidos.
Em entrevista de 2024, Altman afirmou acreditar que o poder computacional, ou compute, poderia se tornar um dos recursos mais valiosos do mundo.
Compute é a capacidade de processamento necessária para treinar e operar sistemas de inteligência artificial. Modelos mais avançados dependem de grandes quantidades de chips, energia e infraestrutura de data centers.
A fala ajuda a explicar por que empresas e governos passaram a tratar infraestrutura tecnológica como um fator estratégico na corrida pela IA.
Em 2025, Altman fez outra previsão que repercutiu: se o crescimento continuasse, bilhões de pessoas por dia poderiam conversar com o ChatGPT. Ele também disse acreditar que, em algum momento, o sistema poderia produzir mais palavras diariamente do que a humanidade em suas conversas.
A declaração reflete uma questão maior: quanto mais a inteligência artificial passa a integrar atividades cotidianas, maior tende a ser sua influência sobre como profissionais pesquisam, escrevem, analisam informações e executam tarefas.
As previsões de Altman não são garantias sobre o futuro. Mas suas falas ajudam a acompanhar alguns dos principais debates que cercam a evolução da inteligência artificial, especialmente aqueles relacionados à transformação das tarefas, das profissões e da infraestrutura necessária para sustentar sistemas cada vez mais avançados.