Companhias de diversos setores investem na tecnologia para otimizar a experiência do usuário (Anya Berkut/Getty Images)
Publicado em 12 de janeiro de 2026 às 13h11.
Do streaming ao fast food, companhias de diversos setores apostam em chatbots para melhorar a experiência do usuário, se aproximar dos consumidores e criar atendimento personalizado.
Assim como outras ferramentas de inteligência artificial (IA), os chatbots também buscam automatizar funções e oferecer serviços em tempo real.
Um relatório da Zendesk, empresa de software para atendimento ao cliente, apontou que 59% dos consumidores gostariam que as empresas usassem os dados coletados para experiências personalizadas.
O material também mostra que 62% dos clientes preferem recomendações específicas do que as genéricas.
Os chatbots podem ser usados como um recurso presente em todas as interfaces de um site ou apenas em ações especiais — como aconteceu com algumas empresas listadas abaixo.
Nos Estados Unidos, a Uber aprimorou a forma de pedir as corridas e permite que os usuários utilizem o Facebook Messenger para a tarefa. Desta forma, não é preciso entrar no aplicativo para solicitar a viagem.
Seja no aplicativo ou no site, a Vivo utiliza o chatbot para complementar o atendimento ao cliente em várias frentes. Por meio dele é possível solicitar informações sobre o plano, acionar o suporte técnico ou falar com um atendente.
O 'Bahianinho' surgiu em 2017 como um assistente virtual que auxilia nas compras dentro da loja virtual. Atualmente, o personagem digital também é usado na comunicação com clientes em ações de marketing e nas redes sociais.
Assim como nas Casas Bahia, a 'Lu' é um chatbot criado para auxiliar no pós-venda, mas ganhou espaço em outras frentes de atendimento ao cliente. Com tecnologia de deep learning, ela é capaz de entender erros gramaticais e gírias.
Lu, do Magalu, é utilizada como chatbot e em campanhas publicitárias da varejista (Magazine Luiza/Reprodução)
A parceria da marca com a BlueShift rendeu a Cacau Show um chatbot que atua como assistente virtual. Através dele, os clientes conseguem tirar dúvidas e solicitar suporte em pedidos e compras.
No Itaú, o chatbot atua como um consultor financeiro que oferece dicas personalizadas com base nas movimentações do usuário na conta.
A inteligência artificial da loja foi desenvolvida para sugerir os melhores produtos para os clientes com base em um questionário.
A Disney utilizou os chatbots em uma divulgação para o lançamento do primeiro Zootopia. Baseada na personagem principal da animação, a coelha detetive Judy Hopps, a ferramenta permite que os usuários desvendem desafios temáticos.
Personagem da animação de 2016 foi usada para interagir com usuários durante divulgação do filme (Facebook Zootopia/Divulgação)
Disponível no WhatsApp, Alexa, Google Assistente e telefone, a BIA foi desenvolvida para realizar transações, consultar saldo e limite, encontrar agências e esclarecer dúvidas.
No caso da empresa de fast food, o chatbot não foi desenvolvido para os clientes, mas para os candidatos a vagas de trabalho na rede. Os interessados conseguem enviar o currículo e conhecer as vagas por meio de um contato do WhatsApp.
A Nat, da Natura, é outro caso de chatbot que se torna um personagem e face da marca. Além de ajudar os clientes com dúvidas e recomendações de produtos, a ferramenta também tem seu próprio perfil nas redes sociais.
A varejista também utiliza o Facebook Messenger para implantar seu chat, o ShopBot. O robô virtual busca ajudar os compradores a encontrar os itens que procuram.