Realidade virtual é nova forma de cinema, diz brasileiro premiado no Emmy

Ricardo Laganaro, criador do curta "A Linha", participa do novo podcast EXAME Inovação; ouça o episódio

Os óculos de realidade virtual ganharam espaço no mercado audiovisual nos últimos anos e têm sido explorados cada vez mais por cineastas e produtores de conteúdo. Um dos exemplos é o trabalho do cineasta brasileiro Ricardo Laganaro, vencedor do prêmio Emmy em 2020 na categoria Inovação em Programação Interativa e convidado do novo podcast EXAME Inovação para falar sobre “A realidade virtual e o futuro do cinema”.

Laganaro é diretor do curta-metragem A Linha, uma produção que utiliza a realidade virtual para colocar o espectador dentro da obra. A história se passa em uma maquete virtual da cidade de São Paulo nos anos 1920, e é possível interagir com os objetos enquanto a narrativa se desenrola. Além do prêmio Emmy, a obra também foi premiada no Festival de Cinema de Veneza, em 2019.

Na conversa com Filipe Serrano, editor da EXAME, o cineasta conta que começou a se interessar pelo novo formato quando a produtora em que trabalhava foi contratada para produzir um vídeo que seria projetado em forma de esfera na entrada do Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. Os óculos de realidade virtual, que tinham acabado de ser lançados, viraram uma forma de visualizar o vídeo durante sua produção.

A partir daí, Ricardo Laganaro passou a trabalhar mais com o formato de realidade virtual e foi um dos pioneiros no mundo a produzir filmes, curtas e outros tipos de obra com a tecnologia.

Para o cineasta, os óculos de realidade virtual têm ficado cada vez mais baratos e podem se tornar mais populares daqui para a frente. Em meio à pandemia do novo coronavírus, o formato tende a ganhar espaço para conectar pessoas em um ambiente virtual e para levar entretenimento de uma forma diferente e interativa.

"O que o cinema precisa de novo é trazer uma experiência que o espectador só sente naquele meio. E a realidade virtual traz isso. As pessoas não sentem nem jogando um jogo nem assistindo a um filme. É uma forma de cinematografia nova. É mais contemporânea. Traz emoções que o cinema traz, mas de uma forma diferente e, digamos, mais corporal", diz Laganaro, que é também sócio e Chief Narrative Officer (diretor de narrativas) no estúdio Arvore.

Acompanhe o podcast EXAME Inovação no Spotify e nas principais plataformas de podcasts.

 

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