Benefícios e verbas do mandato seguem regras próprias. (Jefferson Rudy/Agência Senado)
Colaboradora
Publicado em 3 de outubro de 2026 às 15h16.
Um senador recebe R$ 46.366,19 brutos por mês em 2026. O valor foi definido pelo Congresso Nacional no Decreto Legislativo nº 172/2022, que estabeleceu reajustes escalonados para os membros do Legislativo, o presidente e o vice-presidente da República e os ministros de Estado. O atual patamar entrou em vigor em 1º de fevereiro de 2025.
Além da remuneração, os parlamentares têm acesso a recursos para custear despesas do mandato, como a Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar dos Senadores (CEAPS), auxílio-moradia e estrutura de saúde. Esses valores têm finalidade específica e não fazem parte do salário mensal.
O subsídio bruto mensal dos senadores é de R$ 46.366,19.
Em 12 meses, o valor soma R$ 556.394,28 brutos, antes dos descontos previstos em lei.
A remuneração é divulgada pelo Senado em seu Portal da Transparência e segue o mesmo patamar pago aos deputados federais.
Assim como no caso do salário de deputados, a presença em sessões deliberativas interfere no valor recebido pelo senador.
O Regimento Interno prevê desconto por ausência não justificada e também em períodos de licença particular. O controle de presença é feito pela Secretaria-Geral da Mesa e enviado ao setor responsável pelo pagamento.
Senadores que não utilizam apartamento funcional podem receber auxílio-moradia de até R$ 5.500 por mês.
O pagamento depende da comprovação de despesas com aluguel ou hospedagem. O benefício é indenizatório e não integra o subsídio mensal.
A CEAPS é usada para despesas relacionadas à atividade parlamentar.
Os gastos são publicados pelo Senado em dados abertos e podem incluir custos associados ao exercício do mandato. A cota é contabilizada separadamente do salário.
A legislação também prevê ajuda de custo equivalente ao valor do subsídio no começo e no encerramento do mandato.
O pagamento tem como objetivo cobrir despesas com mudança e transporte e não é incorporado à remuneração mensal.
Os parlamentares contam com assistência à saúde, e o Senado publica informações sobre despesas médicas, hospitalares e reembolsos em seu Portal da Transparência.
As regras também podem alcançar ex-senadores em situações previstas pela legislação.
Não existe um valor único de aposentadoria para ex-senadores.
Os benefícios variam conforme o regime ao qual o parlamentar está vinculado e o tempo de contribuição. O Senado mantém registros de aposentadorias ligadas ao antigo Instituto de Previdência dos Congressistas (IPC) e ao Plano de Seguridade Social dos Congressistas (PSSC).