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No Marrocos, Smart Fit adaptou academia separando homens e mulheres

Rede brasileira ajustou operação a códigos culturais locais em sua chegada ao país africano

Academia da Smart Fit (Instagram Smart Fit/Reprodução)

Academia da Smart Fit (Instagram Smart Fit/Reprodução)

André Lopes
André Lopes

Repórter

Publicado em 25 de março de 2026 às 11h44.

Última atualização em 25 de março de 2026 às 11h45.

A Smart Fit precisou adaptar seu modelo de academia ao chegar ao Marrocos, no final de 2025, um dos mercados mais recentes da expansão internacional da empresa. No país, a rede passou a separar homens e mulheres em áreas diferentes de treino em parte das unidades, sobretudo em bairros de renda mais baixa. Já nas academias voltadas a públicos mais ricos, a divisão não foi necessária.

O caso ajuda a mostrar que a internacionalização da empresa brasileira não acontece por simples réplica do modelo criado no Brasil. Mesmo mantendo a lógica de operação padronizada e escala, a companhia vem ajustando o negócio a hábitos, expectativas sociais e códigos culturais de cada mercado onde entra.

No Marrocos, a Smart Fit começou a operar nos primeiros meses de 2025. Segundo a reportagem de capa da EXAME, o país foi visto pelo grupo como uma combinação rara de estabilidade macroeconômica, juros mais baixos e baixa penetração de academias. Isso abriu espaço para a empresa tentar repetir sua fórmula de mensalidade mais acessível e expansão em escala, mas com ajustes locais.

O movimento também reforça uma característica da trajetória recente da Smart Fit: a empresa deixou de olhar para fora apenas para aprender e passou a operar como uma multinacional de serviços, com necessidade de conciliar eficiência e adaptação. No caso do Marrocos, isso significou reconhecer que o crescimento do setor fitness passa também por costumes sociais que moldam o uso do espaço de treino.

Expansão internacional virou parte central da estratégia

A internacionalização da Smart Fit começou em 2011 e ganhou velocidade antes mesmo de o mercado brasileiro mostrar sinais de amadurecimento. Hoje, a empresa soma mais de 1.100 unidades fora do Brasil, distribuídas por 15 países.

O México é a maior operação internacional do grupo, com cerca de 465 academias, seguido por Colômbia, com 224, e Chile, com 118. Mercados como Peru, Panamá, Costa Rica, Guatemala e República Dominicana já atingiram escala suficiente para sustentar novos ciclos de crescimento.

Segundo executivos ouvidos pela reportagem, a composição da rede tende a se estabilizar em algo próximo de 60% das unidades no exterior e 40% no Brasil. Esse desenho é incomum para uma empresa brasileira de serviços e ajuda a explicar por que a Smart Fit trata hoje a adaptação local como parte da operação, e não como exceção.

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