Netanyahu diz que Israel "acertará contas com os assassinos"

"Não só revogaremos seus direitos, mas os faremos pagar o preço exato", disse o chefe do governo israelense

Jerusalém - O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse nesta terça-feira que Israel "ajustará contas com os assassinos", em uma sessão especial da Knesset (parlamento) para analisar a situação de violência vivida na região há duas semanas.

"Israel acertará contas com os assassinos, com aqueles que tentam matar e com os que lhes ajudam. Não só revogaremos seus direitos, mas os faremos pagar o preço exato", disse o chefe do governo, segundo uma nota de seu Escritório.

"Empregaremos todos os meios para trazer a calma outra vez aos cidadãos de Israel", acrescentou Netanyahu, garantindo que, depois de se reunir com seu gabinete de segurança, adotou hoje "uma série de medidas audazes para acabar com a incitação e o terrorismo" que serão aplicadas "o mais rápido possível", embora não as tenha revelado.

"Estamos centrados em nossa missão de combater os assassinos materiais e intelectuais e tenho certeza de que as ações que tomaremos farão chegar a mensagem à outra parte de que com terrorismo não se ganha", antecipou.

Durante seu discurso na câmara, o primeiro-ministro também se dirigiu ao presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, a quem solicitou "deixar de incitar e mentir" e exigiu "lutar contra os extremistas que fazem com que pessoas inocentes paguem o preço".

"Não transforme os assassinos em heróis", solicitou Netanyahu, em referência à exaltação dos mortos em ataques como "mártires" pela causa palestina e advertiu que, caso ocorra uma deterioração da situação, "o movimento islâmico Hamas e da Autoridade Palestina serão os responsáveis".

"Para restaurar a paz e a estabilidade que ambos povos é preciso que atuem", pediu a Abbas, garantindo que Israel "fará o que tiver que fazer".

A região vive uma onda de ataques de palestinos contra israelenses e distúrbios e enfrentamentos entre palestinos e forças de segurança israelenses em Gaza, Cisjordânia e Jerusalém Oriental, que deixaram 30 palestinos e sete israelenses mortos.

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