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Essa empresa atingiu US$ 2,61 bi com dois CEOs no comando — e transformou confiança em estratégia

Neil Blumenthal diz que respeito e alinhamento diário aceleram decisões e evitam disputas no topo

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 23 de fevereiro de 2026 às 15h09.

Neil Blumenthal e Dave Gilboa tiraram a Warby Parker de um apartamento em 2010, levaram a companhia a 15 anos de crescimento e mantiveram a liderança como co-CEOs.

Na manhã de sexta-feira, a empresa era avaliada em US$ 2,61 bilhões, em um modelo de comando ainda raro no mundo corporativo. Para Blumenthal, a engrenagem que sustenta a parceria é direta. “Tudo se resume à confiança e ao respeito”, afirmou em episódio recente do podcast How I Built This with Guy Raz, exibido em 15 de janeiro.

A história expõe um ponto sensível para finanças corporativas. Estruturas de liderança impactam governança, velocidade de decisão, execução de estratégia e, no limite, a percepção de risco do negócio. No caso da Warby Parker, os cofundadores defendem que a arquitetura de comando não gerou disputa, e sim disciplina. As informações foram retiradas de CNBC Make It.

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Um cargo raro e um risco conhecido no topo

O modelo de co-CEOs existe em algumas empresas como a Netflix, mas segue incomum, em parte porque organizações tendem a evitar conflitos de poder e estratégias concorrentes. Blumenthal e Gilboa reconhecem essa leitura, mas atribuem a longevidade e a eficácia do arranjo ao histórico de parceria e à rotina de colaboração.

Segundo Blumenthal, a confiança entre os dois inclui autonomia total para tomar decisões e, ao mesmo tempo, abertura para consultar o outro. “Confiamos implicitamente um no outro para tomar qualquer tipo de decisão, mas também para buscar o conselho um do outro”, disse ele.

Confiança como ativo de governança e execução

Blumenthal afirma que confiança e respeito se traduzem em prática diária. Ao enfrentar um desafio, ele diz querer compartilhar imediatamente com Gilboa, porque suas ideias seriam aprimoradas.

Essa dinâmica, de acordo com a reportagem, é alinhada à visão da consultora de carreira Phoebe Gavin, que afirmou à CNBC Make It em janeiro de 2025 que a ascensão profissional depende não apenas de mérito, mas também da confiança que tomadores de decisão têm na capacidade de entregar resultados.

Em termos de finanças corporativas, essa lógica aparece como um ativo intangível, porém material, para a performance. A confiança reduz fricção, encurta ciclos de decisão e tende a diminuir retrabalho estratégico, o que influencia eficiência e previsibilidade de execução.

Separação de funções e desenho organizacional

A parceria começou ainda no MBA na Wharton School, segundo Gilboa relatou à Fortune em junho de 2024, conforme citado no texto. Como co-CEOs, os dois buscaram manter distinções claras entre os papéis. Cada um ficou focado em diferentes áreas do negócio e com subordinados diretos específicos.

Esse desenho funciona como mecanismo de controle interno. Delimitar responsabilidades reduz sobreposição, evita ambiguidades e ajuda a sustentar prestação de contas, elementos que ganham peso à medida que a empresa cresce e precisa manter governança consistente.

Alinhamento constante para sustentar a estratégia

Apesar da divisão de áreas, Blumenthal diz que existe colaboração diária suficiente para garantir visões alinhadas e decisões eficientes. Eles mantêm mesas próximas em um escritório aberto, conversam frequentemente durante o dia e também fora dele. “Ainda nos sentamos um ao lado do outro... entre as reuniões, estamos constantemente conversando”, afirmou. Ele acrescenta que, muitas vezes, ligam um para o outro a caminho do trabalho ou tarde da noite.

Na prática, o texto descreve uma rotina de sincronização contínua, que funciona como um mecanismo informal de governança. Em empresas com decisões estratégicas complexas, esse tipo de alinhamento reduz a chance de mensagens conflitantes e acelera a coordenação entre frentes críticas.

A leitura de Buffett sobre influência e trajetória

A reportagem também conecta a visão de Blumenthal ao conselho de Warren Buffett, que disse diversas vezes ser “extremamente importante” para jovens se cercarem de pessoas inteligentes e estarem abertos à influência positiva. Na reunião anual de acionistas da Berkshire Hathaway em maio de 2025, Buffett afirmou que “sua vida vai progredir na direção das pessoas com quem você trabalha” e que, ao cultivar esses relacionamentos, as pessoas “aprenderão o tempo todo” sobre sucesso nos negócios e na vida.

Para o público de finanças corporativas, a mensagem central do caso não está no romantismo da parceria, mas no efeito prático da confiança na arquitetura de liderança.

O texto descreve uma operação em que o modelo de co-CEOs, em vez de aumentar risco de disputa, foi sustentado por separação de funções, comunicação constante e um pacto explícito de respeito, ajudando a manter decisões mais rápidas e alinhamento estratégico ao longo de 15 anos.

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