Repórter
Publicado em 7 de outubro de 2026 às 11h07.
Última atualização em 7 de outubro de 2026 às 13h54.
A Aneel adiou por 60 dias a decisão sobre a possível perda da concessão da Enel SP, responsável pela distribuição de energia na região metropolitana de São Paulo. A relatora do processo, Agnes da Costa, votou pela caducidade do contrato ao apontar falhas persistentes na prevenção e solução de problemas no serviço. O julgamento foi interrompido após pedido de vista.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) adiou por 60 dias a decisão sobre a possível perda da concessão da Enel SP para distribuição de energia na região metropolitana de São Paulo. O julgamento foi interrompido após um pedido de vista do diretor Gentil Nogueira.
Antes da suspensão, a relatora do processo, Agnes da Costa, votou pela caducidade da concessão, o que significa a perda da validade do contrato.
Segundo a diretora, persistem falhas na prevenção e na solução dos problemas na distribuição de energia, sem uma resolução definitiva.
Agnes afirmou que há provas suficientes no processo e que o direito de defesa da concessionária foi respeitado. A diretora também disse que medidas jurídicas e argumentos técnicos apresentados pela empresa não tinham relação com os problemas identificados durante a fiscalização.
Durante a reunião da Aneel, o representante da Enel SP Tiago de Barros Correia afirmou que a companhia atingiu os índices necessários de atendimento e respondeu adequadamente às situações de emergência registradas no último ano.
A empresa também apresentou manifestações de prefeitos de municípios onde atua e de organizações da sociedade civil. Os argumentos não alteraram o voto da relatora.
Em nota enviada à EXAME, a Enel afirmou que, desde 2023, o tempo médio de atendimento a ocorrências emergenciais melhorou cerca de 60% e as interrupções superiores a 24 horas diminuíram 97%. “A distribuidora investiu cerca de R$ 6,5 bilhões em São Paulo, um aumento de aproximadamente 73% nos aportes entre 2023 e 2025”, afirmou.
O processo deve retornar à pauta da Aneel em 60 dias, após o pedido de vista de Gentil Nogueira.
A análise sobre a caducidade foi aberta após uma sequência de multas e ações de fiscalização consideradas de pouca efetividade, além de reclamações do prefeito da capital paulista e do governador de São Paulo.
Os dois chegaram a propor a transferência da responsabilidade regulatória para o estado.
A Enel São Paulo tem forte compromisso com seus clientes e reitera que seguirá demonstrando, em todas as instâncias, a transformação operacional realizada na companhia nos últimos anos. A distribuidora tem apresentado a melhor evolução do setor: esse resultado se deve ao volume recorde de investimentos, à contratação de profissionais e a outras medidas implementadas na operação.
Desde 2023, o tempo médio de atendimento a ocorrências emergenciais (TMA) melhorou cerca de 60%. A companhia registra hoje o 5º melhor TMA do Brasil dentre 33 distribuidoras. No mesmo período, o percentual de interrupções prolongadas, com mais de 24 horas, reduziu 97%. A distribuidora investiu cerca de R$ 6,5 bilhões em São Paulo, um aumento de aproximadamente 73% nos aportes entre 2023 e 2025.
O avanço realizado foi reconhecido por diferentes setores da sociedade em depoimentos apresentados na audiência da Aneel realizada nesta terça-feira. Um total de 22 prefeitos da área de concessão mencionaram, em depoimentos exibido na audiência, a evolução da qualidade da operação e a parceria dos municípios com a Enel. Empresários também gravaram depoimentos reforçando os avanços nos serviços e a parceria com a companhia.
A Enel reitera que que cumpre integralmente as obrigações do contrato de concessão e do plano de recuperação. apresentado à agência.
Não. A relatora do processo, Agnes da Costa, votou pela caducidade da concessão, mas o julgamento foi interrompido após pedido de vista do diretor Gentil Nogueira.
O assunto deve retornar à pauta da Aneel em 60 dias.
Agnes da Costa apontou a persistência de falhas na prevenção e na solução de problemas na distribuição de energia, sem resolução definitiva.
A empresa afirmou que atingiu os índices necessários de atendimento e respondeu adequadamente às situações de emergência registradas no último ano.
*Agência Brasil