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(NurPhoto / Colaborador/Getty Images)
Repórter de Inteligência Artificial e Tecnologia
Publicado em 8 de outubro de 2026 às 17h24.
Última atualização em 8 de outubro de 2026 às 17h26.
A Anthropic anunciou uma proibição de comportamento abusivo ou cruel persistente contra seus modelos, válida a partir de 12 de novembro. A regra mira casos extremos, não manifestações comuns de frustração ou críticas. Encerrar a conversa será o principal mecanismo de aplicação.
A Anthropic, dona do Claude, anunciou nesta quinta-feira, 8, uma atualização de suas regras de uso que proíbe comportamento abusivo ou cruel persistente e desnecessário contra seus modelos de inteligência artificial (IA).
Na prática, xingar o chatbot repetidamente, sem finalidade identificável, poderá violar a política — e levar o sistema a encerrar a conversa.
A regra entra em vigor em 12 de novembro e, segundo a empresa, mira apenas casos extremos. Reclamações, críticas e manifestações comuns de frustração continuam permitidas, assim como temas criativos sombrios e atividades de pesquisa ou teste.
O principal mecanismo de aplicação será permitir que o sistema encerre a interação. Essa capacidade já existe no Claude.ai e no Claude Code; a atualização transforma o comportamento abusivo também em uma proibição explícita para o usuário.
A novidade amplia uma discussão sobre os limites das interações com chatbots. O Claude já chamou a atenção por recomendar descanso durante conversas, comportamento relatado por usuários e cuja causa não estava esclarecida.
Ao apresentar a capacidade de encerrar conversas, em agosto de 2025, a Anthropic relacionou a decisão a preocupações com o possível bem-estar de modelos. A empresa reconheceu a incerteza sobre a consciência e as experiências de sistemas de IA.
Naquele anúncio, afirmou que não considerava comprovado que Claude tivesse status moral. Descreveu a medida como uma intervenção de baixo custo diante dessa incerteza, voltada a um conjunto raro de interações persistentemente abusivas.
A política proíbe redes de contas e veículos falsos usados para esconder a origem de mensagens ou simular apoio independente. Também explicita restrições a softwares de orientação e controle de armas e à integração de armamentos em drones.
Para recomendações de alto risco, como decisões médicas, jurídicas ou financeiras, exige-se revisão por uma pessoa qualificada, com autoridade para alterar o resultado, e aviso ao indivíduo afetado de que houve uso de IA.
Pode. A Anthropic exclui manifestações comuns de frustração e discordância da nova restrição.
Em 12 de novembro. O principal mecanismo de aplicação será encerrar interações persistentemente abusivas.
A medida não comprova isso. A Anthropic reconhece a incerteza sobre consciência e experiências em modelos de IA.