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China contesta acusações dos EUA sobre ameaça no Ártico

Pequim diz que atuação chinesa no Ártico é comercial e pacífica

Publicado em 12 de janeiro de 2026 às 10h52.

O Ministério das Relações Exteriores da China criticou nesta segunda-feira, 12, os Estados Unidos e pediu que Washington “não use outros países como desculpa para seus próprios propósitos egoístas”, em resposta às declarações do presidente Donald Trump sobre a intenção de controlar a Groenlândia.

Trump tem afirmado que o território autônomo da Dinamarca não estaria suficientemente protegido contra a atuação de China e Rússia, argumento usado para justificar a possibilidade de uma intervenção americana na ilha estratégica no Ártico.

“O direito e a liberdade de todos os países de realizar atividades normais na região do Ártico devem ser respeitados”, disse a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, durante entrevista coletiva.

Segundo ela, a atuação chinesa na região tem como objetivo “a paz, a estabilidade e o desenvolvimento do Ártico”.

China contesta narrativa dos EUA sobre ameaça no Ártico

Na última sexta-feira, Trump voltou a afirmar, na Casa Branca, que não permitirá que Rússia ou China “ocupem a Groenlândia” e disse que pretende “fazer algo” em relação ao território, “seja por bem ou por mal”.

Em meio à escalada retórica, está prevista para esta segunda-feira uma reunião em Washington entre o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, para discutir uma estratégia de segurança comum da Otan no Ártico.

Antes da viagem, Wadephul afirmou que pretende debater com Rubio como “assumir esta responsabilidade conjuntamente dentro da Otan”, considerando as “rivalidades antigas e novas” envolvendo Rússia e China na região.

Dados oficiais indicam que a presença chinesa na Groenlândia é mais limitada do que a retratada por autoridades americanas e se concentra principalmente em iniciativas comerciais, como projetos de mineração e industriais que não avançaram nos últimos anos.

Ainda assim, o Ártico é visto por Pequim como um corredor logístico estratégico. A China incorporou a Rota da Seda Polar à sua estratégia de transporte para diversificar os fluxos entre Ásia e Europa, embora as rotas impulsionadas por empresas chinesas não tenham a Groenlândia como porto ou destino operacional.

*Com informações da EFE

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