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Bitcoin volta a cair após se aproximar de US$ 70 mil; entenda

Saiba as perspectivas de especialistas sobre a queda do bitcoin e o cenário atual para as criptomoedas

 (Reprodução/Reprodução)

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Mariana Maria Silva
Mariana Maria Silva

Editora do Future of Money

Publicado em 27 de fevereiro de 2026 às 16h00.

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Nesta sexta-feira, 27, o bitcoin retorna para os US$ 65 mil após ter se aproximado dos US$ 70 mil nos dias anteriores. A maior criptomoeda do mundo ainda acumula queda de quase 50% desde sua máxima histórica, de US$ 126 mil, mas especialistas apontam que a queda é mais branda do que as anteriores, sinalizando uma nova fase de maturidade para o criptoativo.

No momento, o bitcoin é cotado a US$ 65.292, com queda de quase 0,4% nas últimas 24 horas, segundo dados do CoinMarketCap. Nos últimos sete dias, a criptomoeda acumula queda de quase 4%.

O Índice de Medo e Ganância, utilizado para medir o sentimento do mercado cripto, sinaliza "medo extremo" em 13 pontos.

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"Após um movimento acentuado de aversão ao risco, o bitcoin entrou em consolidação, estabilizando-se em grande parte entre US$ 60 mil–70 mil, mas agora está a caminho de registrar seu quinto mês consecutivo de retorno negativo, uma sequência vista pela última vez no final de 2018", disse Maximiliaan Michielsen, analista sênior de pesquisa da 21 Shares.

"A comparação, porém, evidencia o quanto o mercado amadureceu. Na era anterior, o bitcoin caiu cerca de 80% a partir de sua máxima, com volatilidade anualizada superior a 100%", acrescentou.

"Hoje estamos mais próximos de 45% abaixo do pico, com volatilidade anualizada de um ano próxima a 40%. Embora a duração da fraqueza seja notável, a magnitude e o perfil de volatilidade são materialmente menores — reforçando a visão de que esta é uma fase corretiva dentro de um regime em maturação, sustentado por maior liquidez e participação institucional mais ampla, e não um retorno à fragilidade do passado", concluiu o analista.

Correlação do bitcoin com ações de tecnologia

“A correlação que vemos hoje entre os ativos digitais e os gigantes da tecnologia reforça que as criptomoedas não são mais um mercado de nicho, mas uma peça central do ecossistema financeiro global focado na inovação. Embora o bitcoin ainda esteja abaixo dos seus máximos históricos de 2025 e haja apreensão no mercado e incerteza macroeconômica, observamos que o mercado está deixando para trás a volatilidade baseada exclusivamente na especulação e entrando em uma fase madura de crescimento fundamentada na utilidade, em que os investidores procuram exposição a ativos que lideram a fronteira tecnológica e têm designs e objetivos claros", disse Fábio Plein, diretor regional da Coinbase para as Américas.

Perspectivas

"De uma perspectiva estrutural, essa queda se assemelha a um reset macroeconômico dentro de um regime de mercado em maturação — não a um retorno à fragilidade de ciclos anteriores. O bitcoin está sendo negociado próximo às mínimas do ciclo, com evidências de compra por investidores de longo prazo. O preço está próximo do custo médio agregado dos investidores e da média móvel de 200 semanas — uma região em que o bitcoin historicamente negocia menos de 5% do tempo. Interações passadas com essa zona consistentemente precederam fortes avanços plurianuais, à medida que a estrutura se reseta e o capital de longo prazo reentra", disse Maximiliaan Michielsen, da 21 Shares.

"Com a alavancagem reduzida, os mercados de derivativos mais limpos e os detentores de longo prazo intactos, os níveis atuais representam cada vez mais uma zona atrativa de acumulação — mesmo que a volatilidade de curto prazo persista", concluiu.

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