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Editor do Future of Money
Publicado em 7 de janeiro de 2026 às 12h26.
A Strategy obteve uma vitória importante nesta semana, evitando potenciais perdas milionárias de investimentos. A maior detentora institucional do bitcoin corria o risco de ser retirada de alguns dos principais índices das bolsas dos Estados Unidos exatamente pela estratégia de compra da criptomoeda, mas a MSCI decidiu manter as ações da companhia em seus produtos.
O caso começou em 2025, quando a MSCI anunciou o início de um processo de revisão dos critérios de inclusão de empresas em seus índices para levar em conta possíveis riscos e violações de regras por parte de companhias que criaram reservas corporativas de criptomoedas.
Após a investigação, a MSCI decidiu manter a Strategy nos índices, explicando que "não há tempo para implementar uma proposta de exclusão de empresas com reservas de criptoativos" em um tempo hábil para a revisão de índices em fevereiro.
Entretanto, ela destacou que pretende realizar "consultas mais amplas" e "novos estudos" sobre ocaso, indicando que a possibilidade de exclusão segue no radar. As ações da Strategy subiram mais de 5% após o comunicado.
Se a retirada ocorresse, a Strategy sairia de índices como o Nasdaq100, o MSCI USA e o MSCI World, que estão entre os maiores do mercado. Em relatório, o JPMorgan estimou que a empresa poderia perder quase US$ 9 bilhões em valor de mercado com a decisão.
O motivo é que o montante representa o total de investimentos que a Strategy recebeu automaticamente após a inclusão nos índices da MSCI. Com a retirada, os investimentos via índices desapareceriam, fazendo as ações da empresa despencarem no curto prazo.
A MSCI explicou que estudava a retirada das ações da Strategy dos seus índices porque empresas com reservas de bitcoin e outras criptos poderiam estar funcionando como fundos de investimento para compradores das suas ações, o que fugiria dos padrões para inclusão nos produtos da empresa.
Em resposta ao processo da MSCI, a Strategy alegou que empresas com reservas de criptomoedas não seriam fundos de investimento, mas sim companhias normais do mercado, e que a exclusão seria um "julgamento inapropriado" das políticas corporativas de cada empresa.
A visão da companhia é que a retirada também seria uma divergência em relação à nova estratégia do governo dos Estados Unidos de incentivar o mercado cripto e que seria uma forma de "congelar a inovação", restringindo a adoção de criptomoedas no setor corporativo.
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