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Senadora dos EUA diz que regulação de criptoativos será analisada em maio

Proposta conhecida como Clarity Act está parada no Senado norte-americano desde o início do ano em meio à oposição dos bancos

 (Reprodução/Unsplash)

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Ricardo Bomfim
Ricardo Bomfim

Editor do Future of Money

Publicado em 27 de abril de 2026 às 17h21.

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A senadora republicana dos Estados Unidos, Cynthia Lummis, afirmou que o projeto de lei de regulação de criptoativos será discutido e revisado em comissão em maio. A proposta, conhecida como “Clarity Act” está travada desde que chegou ao Senado em janeiro, quando perdeu apoio de parte do setor e sofreu oposição dos bancos.

“Nós vamos discutir o Clarity Act em maio e vamos levá-lo até a linha de chegada. Teremos a estrutura de mercado que nos permitirá inovar e os EUA poderão liderar o caminho neste ativo de liberdade”, afirmou a senadora durante a Bitcoin Conference.

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No começo do mês, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, defendeu o projeto de regulação de criptoativos em um artigo no jornal The Wall Street Journal. No texto, ele afirmava que o desenvolvimento cripto migrou para lugares onde as regras são mais claras, como Abu Dhabi e Singapura.

Logo depois, o CEO da maior corretora de criptomoedas dos EUA, Brian Armstrong, recuou de sua rejeição ao projeto e voltou a apoiar o Clarity Act.

Muitos consideram que a aprovação do projeto poderá destravar o fluxo de capital para as criptomoedas, principalmente entre investidores institucionais ou mais conservadores, pois trará segurança jurídica para o setor.

Oposição dos bancos

As instituições financeiras tradicionais dos EUA são as principais opositoras do projeto. O ponto de maior polêmica é a possibilidade de que corretoras ofereçam recompensas para os clientes que mantiverem stablecoins em carteira.

Para os bancos, isso pode fazer com que uma quantidade considerável de dinheiro saia dos depósitos bancários e vá para essas stablecoins, reduzindo a capacidade de concessão de crédito no país.

A Casa Branca publicou também em abril um estudo no qual aponta que o efeito seria bem menor do que as instituições financeiras estimam, demonstrando apoio ao Clarity Act.

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