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São Paulo é uma das cidades com mais demissões no setor de criptomoedas, aponta estudo

Capital paulista registrou 190 funcionários dispensados por empresas ligadas a criptoativos, ocupando a sétima posição dentre 15 cidades

São Paulo ficou atrás de cidades como São Francisco e Nova York em número de demissões no setor de criptomoedas (Leandro Fonseca/Exame)

São Paulo ficou atrás de cidades como São Francisco e Nova York em número de demissões no setor de criptomoedas (Leandro Fonseca/Exame)

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Cointelegraph Brasil

Publicado em 4 de novembro de 2022, 12h05.

São Paulo foi uma das dez cidades que mais demitiu funcionários ligados ao setor de criptomoedas no mundo, segundo um relatório da plataforma Coingecko. O estudo examinou as demissões que foram divulgadas publicamente entre 1º de janeiro de 2022 a 1º de novembro do mesmo ano.

O levantamento usou dados do site layoffs.fyi como ponto de partida, com base no que havia sido rastreado até 27 de outubro deste ano. O conjunto de dados foi atualizado com novos relatórios de demissões e informações publicamente disponíveis e tratado para melhor consistência entre as informações.

O número de funcionários demitidos foi agrupado por cidade, de acordo com o local que as empresas declararam oficialmente em seu site, perfil no LinkedIn ou anúncios públicos sobre sua sede.

Segundo o relatório, quase metade de todas as demissões no setor de criptomoedas foram contabilizadas em três locais: São Francisco, Dubai e Nova York, representando 49,8% do total de funcionários demitidos.

(Mynt/Divulgação)

São Francisco liderou com o maior número de demissões por empresas de criptomoedas no acumulado do ano, 1.142, representando 25,7% dos cortes globais.

De acordo com o estudo, isso pode ser atribuído à densidade de empresas de criptomoedas com sede na cidade, que tradicionalmente tem sido um centro de alta tecnologia pela proximidade com o Vale do Silício.

Dubai ficou em segundo lugar em demissões, com pouco mais da metade dos números de São Francisco. Foram demitidos 609 funcionários, representando 13,7% das demissões em todo o mundo.

Já Nova York teve 463 funcionários dispensados por empresas de criptomoedas, representando 10,4% das demissões totais.

Um terço das 15 principais cidades em número de demissões estão nos Estados Unidos: São Francisco, Nova York, Jersey City, Hoboken e Las Vegas. As demissões de companhias sediadas no país totalizaram 2.080, o que representa 46,7% de todos os cortes.

Demissões no setor de criptomoedas

A Austrália conta com dois lugares entre as 15 principais cidades em número de demissões por empresas ligadas a criptomoedas, com Brisbane e Melbourne na 14ª e 15ª posições, respectivamente.  O número combinado de funcionários demitidos é de 144 no acumulado de 2022.

A maioria dos cortes (92,8%) foi por empresas que estão em alguma das 15 cidades citadas no estudo. Além dos locais nos EUA e na Austrália, ele inclui Emirados Árabes Unidos (EAU), Singapura, Áustria, Brasil, Reino Unido, Seychelles, México e Argentina.

Localizada no continente asiático, a cidade-estado de Singapura ficou em 4º lugar. O número de funcionários demitidos foi de 368, representando 8,3% do total.

Viena, capital da Áustria, ficou em 5º lugar (270 funcionários), com Londres em 8º (180), Cidade do México em 11º (80) e Buenos Aires em 12º (80). A cidade mais populosa do Brasil, São Paulo, ficou em 7º (190), enquanto Mahe, nas Seychelles, ficou em 10º (129).

"Embora não seja surpreendente que as cidades dos EUA tenham ocupado mais lugares entre as 15 principais cidades com demissões no setor de criptomoedas, vale ressaltar que houve uma diversidade de cidades representadas", de acordo com a Coingecko.

O estudo observa que "a diversidade sugere um rápido desenvolvimento e crescimento do setor de criptomoedas além do Ocidente durante o mercado de alta em 2020 e 2021. À medida que a economia desacelera, os gastos discricionários são cortados e as empresas acabam ajustando seu número de funcionários".

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