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Próximo de US$ 70 mil, bitcoin tem 'resiliência notável'

Especialistas comentam momento atual do mercado de criptoativos e explicam impactos da geopolítica e do cenário macroeconômico

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Mariana Maria Silva
Mariana Maria Silva

Editora do Future of Money

Publicado em 12 de março de 2026 às 11h47.

Última atualização em 12 de março de 2026 às 12h09.

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Nesta quinta-feira, 12, o bitcoin é negociado próximo de US$ 70 mil, mantendo uma "resiliência notável", segundo isso especialistas. Isso porque além dos desdobramentos internos do mercado cripto, fatores como a geopolítica e o cenário macroeconômico ainda exercem impacto nas cotações.

No momento, o bitcoin é cotado a US$ 69.567, com queda de 0,7% nas últimas 24 horas, segundo dados do CoinMarketCap. Nos últimos sete dias, a criptomoeda acumula queda de 3,4%.

O Índice de Medo e Ganância, utilizado para medir o sentimento do mercado cripto, ainda sinaliza "medo extremo" , mas apresentou alta para 18 pontos.

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"Apesar do aumento das tensões no Oriente Médio, o bitcoin tem mostrado uma resiliência notável. Desde o fim de fevereiro, o ativo acumula alta de cerca de 7%, superando o desempenho de mercados tradicionais como o S&P 500, Nasdaq 100, ouro e prata. Esse movimento sugere que parte dos investidores está voltando a enxergar o bitcoin como um ativo de diversificação em momentos de incerteza macroeconômica", disse Guilherme Prado, country manager da Bitget no Brasil.

"Curiosamente, essa força de preço ocorre em um contexto de sentimento ainda fraco no mercado. As taxas de financiamento negativas e o índice de medo e ganância em território de 'medo extremo' indicam que muitos participantes permanecem cautelosos ou subexpostos ao ativo, criando um desalinhamento entre posicionamento e comportamento de preço. Ao mesmo tempo, a demanda institucional continua dando suporte ao mercado", acrescentou.

"Os ETFs à vista de bitcoin registraram mais de US$115 milhões em entradas apenas na quarta-feira, marcando o terceiro dia consecutivo de fluxos positivos — um sinal de que investidores institucionais seguem acumulando mesmo em um ambiente macro incerto", justificou Guilherme Prado.

"Do ponto de vista técnico, o momento ainda é de consolidação. Indicadores como o RSI próximo da linha neutra e o MACD sugerem que o momentum está gradualmente melhorando. Caso o bitcoin consiga fechar acima da região de resistência próxima a US$72.6 mil, o movimento pode abrir espaço para um novo impulso em direção à faixa de US$75 mil–US$76 mil", concluiu.

Impactos da geopolítica e cenário macro

Rony Szuster, head de research do Mercado Bitcoin, explicou que "no campo geopolítico, o conflito envolvendo o Irã permanece como um dos principais fatores de risco para os mercados globais. Apesar de declarações indicando que a guerra pode se encerrar nas próximas semanas, novos ataques a instalações energéticas no Golfo mantêm a pressão sobre o preço do petróleo, que voltou a se aproximar de US$95 por barril. Esse cenário pode pressionar a inflação global e afetar principalmente economias asiáticas dependentes do petróleo transportado pelo Estreito de Ormuz".

"No macroeconômico, o índice de inflação ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos veio em linha com as expectativas, registrando 2,4% em fevereiro. O núcleo da inflação apresentou resultado ainda mais positivo, sugerindo pressões inflacionárias relativamente controladas. Ainda assim, o cenário de petróleo elevado e tensões geopolíticas reduz as expectativas de cortes de juros no curto prazo, mantendo o foco do mercado em possíveis reduções apenas no segundo semestre", acrescentou.

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