Patrocínio:
Rodrigo Cury, presidente da Visa no Brasil (Visa/Divulgação)
Redação Exame
Publicado em 5 de janeiro de 2026 às 09h30.
Última atualização em 5 de janeiro de 2026 às 14h40.
Encerrar 2025 é olhar para um ano em que o dinheiro se tornou mais digital, mais inteligente e, paradoxalmente, mais humano. A relação das pessoas e das empresas com o ato de pagar mudou, e com ela, o papel, o foco e até o modelo de negócios das instituições financeiras.
A combinação de dados, inteligência e design de experiência vem tornando os pagamentos cada vez mais fluidos, seguros e, com a ajuda da IA Generativa e da ciência de dados, personalizados. O que não muda é o objetivo original da tecnologia: melhorar a vida das pessoas.
Entre as tendências que devem ganhar força em 2026, cinco movimentos se destacam: a demanda por sofisticação no segmento de alta renda, a expansão dos pagamentos instantâneos e do Open Finance, a consolidação da tokenização, a aplicação concreta da IA e a chegada do comércio agêntico, a próxima revolução do e-commerce.
O avanço do segmento de alta renda simboliza uma transformação importante no mercado, marcada pela personalização como diferencial real de valor.
O crescimento desse público não está apenas em busca de status, mas de experiências que conversem com o seu estilo de vida, com conveniência, exclusividade e curadoria de benefícios.
Os lançamentos recentes de cartões afluentes refletem exatamente esse movimento. Eles deixaram de ser apenas meios de pagamento para se tornarem portas de entrada para experiências integradas, que conectam viagens, cultura, gastronomia, tecnologia e bem-estar.
Essa tendência reforça que o futuro dos serviços financeiros está na hiperpersonalização. Menos sobre produtos, mais sobre relevância individual.
A maturidade do Pix abriu espaço para novas formas de pagamento conta a conta e para o avanço de modelos híbridos, que combinam a instantaneidade das transferências com camadas adicionais de segurança e análise de dados.
Em 2026, veremos o fortalecimento dos pagamentos em tempo real, impulsionados pelo Open Finance e por soluções que tornam o envio e o recebimento de valores mais simples, rápidos e protegidos.
Nesse contexto, surgem iniciativas como o Visa Conecta, o iniciador de pagamentos da Visa que utiliza os trilhos do Open Finance para realizar transações via Pix, ampliando a interoperabilidade entre bancos, fintechs e consumidores.
Ao mesmo tempo, investir na segurança dessas transações é mais que necessário. Precisamos de soluções que ajudam a manter a confiança do consumidor e a interoperabilidade entre diferentes sistemas, promovendo a inovação e concorrência saudável no mercado. Neste sentido, já estamos pilotando uma solução no Brasil que bloqueou mais de US$ 90 milhões em possíveis fraudes no país.
Mais do que um avanço técnico, esse movimento marca uma nova etapa na evolução da infraestrutura financeira brasileira, agora mais aberta, colaborativa e centrada no usuário.
A tokenização já é uma realidade em boa parte das transações digitais no Brasil e deve se consolidar como pilar central da segurança nos próximos anos.
Ao substituir os dados reais do cartão por identificadores criptografados, ela protege o usuário e melhora a taxa de aprovação de compras, criando um ambiente mais confiável para consumidores e empresas.
Com o avanço da biometria e da autenticação por dispositivo, estamos caminhando para um cenário em que o comércio digital será tão fluido quanto o físico e, em alguns casos, ainda mais seguro.
Se em 2025 a inteligência artificial esteve no centro das discussões, 2026 será o ano de medir seu impacto concreto.
A aplicação prática da IA no setor de pagamentos já mostra resultados em áreas como detecção de fraudes em tempo real, decisões de crédito mais precisas e personalização de jornadas.
Mais do que uma tendência, a IA se tornou uma ferramenta estratégica para ampliar a eficiência e reduzir fricções. O desafio agora é transformar experimentos em resultados mensuráveis, com ética, governança e valor real para os usuários.
A combinação entre IA e tokenização está dando origem ao chamado comércio agêntico, um modelo em que assistentes virtuais passam a interagir com o consumidor e, com sua autorização, realizar compras e pagamentos de forma autônoma.
Imagine pedir à sua assistente digital que compre uma passagem aérea, renove uma assinatura ou pague a ração do cachorro todo mês.
Essa é a direção em que o e-commerce caminha: transações seguras, realizadas por agentes inteligentes, com autenticação biométrica e credenciais tokenizadas.
O comércio agêntico representa o ponto de convergência entre tecnologia e conveniência. Um futuro em que pagar deixa de ser uma ação e se torna uma experiência contínua, fluida e integrada à rotina.
Essas cinco frentes - cartões de alta renda, Open Finance, tokenização, IA e comércio agêntico - apontam para um futuro em que dinheiro, dados e tecnologia se unem para criar experiências mais simples, seguras e humanas.
O Brasil segue como um dos laboratórios mais vibrantes do mundo nessa transformação. E 2026 será um ano para consolidar essa liderança, equilibrando inovação, inclusão e confiança, três pilares essenciais para o futuro do dinheiro.
Siga o Future of Money nas redes sociais: Instagram | X | YouTube | Telegram | Tik Tok